
Hôme, vô lhe contá uma côsa que vivi nos meu tempo de minino. Eu sempre fui arrediio, num gostava muito desse negóço de ficá em casa, sem fazê nada... sempre tin-a que fazê arguma côsa...
Eu divia tê uns deiz a doze anos. Queria um din-êriin pra gastá na quermesse que ia começá na ôtra semana. Fui até o mercado pra tentá levá umas caxas pros lojista... isso tudo iscundido de meu pai, que era muito severo e num queria fíí seu em malandrage.
Mas ninguem quiria me dá sirviço, ô porque eu era muito pequeno ô porque todo mundo cunhecia a raiva di meu pai...
Aí eu ficava lá de prosa besta, deitado numas sacas de batata... rindo do que os home falava... aprendeno a sê besta, e a num sê besta tumém.
Um dia chegô na fêra o Dr. Juiz - adevogado ilustre de Furtaleza, ele feiz umas compra, a mulher tumém... foi muita côsa que compraro, e na hora de pagá caiu um din-êrin de sua cartêra de côro, munita que dava gosto de vê.
Vi o pessoal colocano as compra e o din-êro do home, tava lá no chão... eu num sabia direito o que fazê, até que vi Pedrin Moleque Magro, um branquela que era conhecido por robá as coisa, de olho no din-êro...
Ele bilava o di^n-êro de lá, eu de cá... me antecipei a ele, fui peguei o din-êro:
- Dotô Juiz, esse din-êro que caiu no chão num é seu, não?
- Ãh! Sim, é, obrigado menino... ele pegô o din-êro, contou e dixe, "fique pra você, não porque o achado não é roubado, mas porque você foi honesto em devolvê-lo a mim"...
Fiquei besta com aquela din-erama toda, aí paguei pastel com caldo de cana pra todo mundo lá do mercado, até o Pedrin comeu tumém.
Eu divia tê uns deiz a doze anos. Queria um din-êriin pra gastá na quermesse que ia começá na ôtra semana. Fui até o mercado pra tentá levá umas caxas pros lojista... isso tudo iscundido de meu pai, que era muito severo e num queria fíí seu em malandrage.
Mas ninguem quiria me dá sirviço, ô porque eu era muito pequeno ô porque todo mundo cunhecia a raiva di meu pai...
Aí eu ficava lá de prosa besta, deitado numas sacas de batata... rindo do que os home falava... aprendeno a sê besta, e a num sê besta tumém.
Um dia chegô na fêra o Dr. Juiz - adevogado ilustre de Furtaleza, ele feiz umas compra, a mulher tumém... foi muita côsa que compraro, e na hora de pagá caiu um din-êrin de sua cartêra de côro, munita que dava gosto de vê.
Vi o pessoal colocano as compra e o din-êro do home, tava lá no chão... eu num sabia direito o que fazê, até que vi Pedrin Moleque Magro, um branquela que era conhecido por robá as coisa, de olho no din-êro...
Ele bilava o di^n-êro de lá, eu de cá... me antecipei a ele, fui peguei o din-êro:
- Dotô Juiz, esse din-êro que caiu no chão num é seu, não?
- Ãh! Sim, é, obrigado menino... ele pegô o din-êro, contou e dixe, "fique pra você, não porque o achado não é roubado, mas porque você foi honesto em devolvê-lo a mim"...
Fiquei besta com aquela din-erama toda, aí paguei pastel com caldo de cana pra todo mundo lá do mercado, até o Pedrin comeu tumém.