Mostrando postagens com marcador Safira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Safira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Safira discute sobre o Tempo

"O tempo resolve tudo", "Deixe estar que o tempo lhe mostrará", "Nada melhor que dar tempo ao Tempo"... frases como estas e tantas outras depositam no tempo o destino das vidas, como se o tempo fosse uma pessoa, um indivíduo todo poderoso que determinasse o bem e o mal e o destino de todas as criaturas.
A personificação das coisas sempre tem ajudado o ser humano a conviver com seus problemas, medos, frustrações, ansiedades, perspectivas de futuro, etc... isso não torna as pessoas mais fracas, débeis, fragilizadas ou frágeis, nem fortes, potentes... são simplesmente formas das pessoas agirem e reagirem em relação às situações boas ou más que lhes sucedem.
Isto explica, em parte, a grande ansiedade e busca pelo divino, pelo sobrenatural, desde os primórdios tempos da humanidade.
Acredito, no entando, que o tempo não seja um ser, não seja nem um objeto, senão de estudo. O tempo é uma idéia, e como tal nasceu do imaginário do ser humano, talvez para auxiliar sua coordenação e ordenação de suas tarefas, talvez para aliviar seu tédio, talvez pelo simples motivo de alguns seres humanos terem a vaidade de querer se mostrar mais sábios e poderosos que outros, por isso criou a idéia de algo a que todos se submetessem, talvez, ainda, oruqe um Deus bom e misericordioso possa ter iluminado a mente humana para que este se organizasse e tivesse noção de sua finitude, para assim crescer.
Uma das maiores diferenças entre os seres humanos e os demais seres vivos da terra é a idéia de finitude, sabemos que teremos um fim, sabemos que tudo acaba (ou supomos isso), e isso nos faz procurar deixarmos nossa marca, nosso nome... quer em nossos feitos, em nossas idéias, ou palavras, ou até simplesmente em nossos filhos e filhas, mas a idéia de fim, de nosso fim, é uma das molas que nos faz crescer como seres humanos, e como humanidade.
A simples idéia do fim-de-nossas-vidas já nos faz pensar no que existirá depois, após cerrarem-se as cortinas de nossos olhos veremos que o alco não está atrás da cortina, mas antes... e a idéia da continuidade nos faz crer em re-encarnações, ressurreições, julgamentos divinos, vida-após-a-morte, a morte como passagem, semre nos dando a esperança de sermos como os animais, que não sabem de um fim.
A idéia, também de não sabermos resolver nossos problemas e que muitos deles se acomodarão em nosso consciente nos dando o sossego e a paz pela equilibração de sua existência, mesmo que a princípio não querida, mas assimilada, ou porque outras variáveis de nossa vida mudarão as situações ruins em que nos encontramos, nos faz depositar nossas esperanças, medos e desejos no tempo, no divino, no maravilhoso, no mágico, no inexplicável, no destino, como seres inteligentes, amigos e superpotentes, que nos ajudarão em nossas dificuldades.
Não, não quero de forma alguma dizer que traçamos sozinhos nossos destinos, nem quero condenar a idéia sobre o divino ou sobre o maravilhoso, mas quero alertar que depositar nosso futuro somente às mãos do tempo, pode nos transformar em seres passivos a tal ponto, que ao término de nossa vida, quando formos nos lembrar do que vivemos, veremos a vida de muitas pessoas, atos, palavras, mentiras, heroísmos de muitos, mas não veremos nossa vida... e perceberemos que fomos meros expectadores em nossas vidas e não os seus autores.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Safira mexe em seu baú

Ontem estive me re-visitando, e vejam quanta coisa achei! Quantas tralhas e lembranças, quantos risos meus olhos deram ontem, quantos brilhos em meu olhar, algumas lágrimas sapecas quiseram sair, houve duas que saíram em momentos distintos, e aquela corizazinha gostosa descendo pelo nariz que já deveria estar bem vermelho. Fotos de meu velho pai, de minha doce mãe, de meus irmãos que há anos não vejo. Quantas surpresas nosso velho coração nos prega, assim como nossos velhos baús, nossos sótãos e porões! Ri das brigas idiotas e infindas que tinha com Clara , minha irmã... como éramos bobas, mas era tudo tão intenso... hoje riu disso tudo. Quantas intrigas infantis fiz na minha adolescência e juventude, motivo de risos e de suspiros saudosos do tempo pueril de minha vida. A doença de minha bisa, que a levou “tão nova”, como queixou-se meu vô: “ela só tinha 98 anos!”, mas sua alma alegre a fez partir sorrindo após uma hilariante piada. Jesus sugeriu que Pedro fosse descansar, que Ele ficaria à porta do céu naquela tarde. Quando um velhinho chegou no Céu. Jesus lhe perguntou: - Por favor, meu senhor, qual o seu nome? Para que eu ache aqui no Livro da Vida... Com voz trêmula, o velhinho disse: - Meu, filho, eu não lembro do meu nome... faz tanto tempo... - Pois me diga algo sobre você, profissão, família, para que eu procure... - Beeem, eu só me lembro que eu era carpinteiro, há muitos séculos atrás, e que meu filho ficou famoso no mundo todo... Os olhos de Nosso Senhor se encheram de água, e com voz engasgada: - Pa- papai!!! - Pi nó quio !!! E num belo riso fez sua prece: Meu Deus, não se zangue comigo pelo meu bom humor, mas pode me receber na casa eterna. E dormiu. Quantas coisas surgem de nossos baús...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Safira fala que sinceridade não é grosseria

Fiz este comentário em um blog amigo, mas achei tão legalzin que resolvi postar:
Tem gente que se acha grossa, estúpida, grosseira, e muitas vezes não é.
Há pessoas que são hiper sensíveis e tudo lhes molesta e incomoda e ofende.
Que bom que vc se acha grossa, porque ser direta não é ser grosseira, mas direta... isso faz com que você se policie e evite as reais grosserias.
Por exemplo:
Estavamos, eu e uma amiga, conversando (ela me confidenciava suas puladas de cerca), quando chegou um colega comum... então, fizemos aquela pausa e ficamos com "cara de batata que espera ser cortada em palitos e jogada no óleo".
Daí, um milagre! - pois um grama de semancou surgiu no cérebro do cara, que perguntou todo gentil:
- Tô atrapalhando alguma coisa?".
E eu - direta como sempre:
- Sim, está!... ele sem jeito pediu desculpas e saiu - mas desde esse dia ele mal fala comigo...
Minha amiga disse que fui grosseira - ser sincera é ser grosseira? Para mim a maior grosseria é mentir: "não, que é isso, pode ficar aqui, que continuaremos tão calados quanto o poste!!", isso seria grosseria...
Alguém lhe oferece um pedaço de bolo horrívelmente mal feito, você come e ela pergunta: "é bom?", seja sincera: "- não não é bom está horrível"...
Por isso, minhas amigas e amigos, antes de formular uma pergunta pense: "estou pronta para as possíveis respostas?"
Quem pergunta deve estar dispoto a ouvir qualquer coisa como resposta...
Agora, vão trabalhar, pessoal, que se teu chefe te vê lendo blog na hora do trabalho, cê tá fudiiiiiii...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Safira fala sobre informação e formação

Hoje a sociedade, mais que nunca, detém informações. Os jovens e as crianças de hoje possuem mais informações que as gerações anteriores... muito conhecimento lhes são passados diariamente nas mais diversas áreas - sabem línguas, geografia, história, informática, política, cultura, artes, saúde... e entendem tudo isso...
Mas o principal problema que encontramos hoje no meio dos jovens, adolescentes e crianças não está relacionado aos conhecimentos que possuem, pois há toda uma gama de informação, o que me preocupa é o que fazer com tudo isso. O problema é a falta de formação.
Nossos jovens têm uma excelente quantidade de informações, mas o que lhes falta são os crivos de uma boa formação, que cultive bons hábitos, valores pessoais, espirituais e sociais que realmente valham à pena serem desenvolvidos e praticados.
O fortalecimento das relações estáveis, como a familiar, tem dado espaço para as relações superficiais e efêmeras; os valores do bem social, cede cada vez mais espaço ao cuidado com a individualidade e com a pessoalidade; nos anos 60 a ênfase social estava no ser sobre o ter, no final da década de 70 e durante todas as décadas de 80 e 90 a ênfaseera do ter sobre o ser, nestes anos 2000 inaugurou-se a idéia do aparentar sobre o ter e sobre o ser.
Isto mostra uma perigosa inversão dos valores sólidos aos valores cada vez mais frágeis, pois a aparência é enganosa e fugaz, é volátil e insólita, e prende-se aos modismos e ao imediatismo, que no final não traduzem felicidade nem bem estar duradouros.
A ênfase no marketing pessoal, no egoísmo, no conjugar verbos no singular (eu, meu, minha) no lugar do coletivo coisificam as relações humanas e enfraquecem as próprias perspectivas de futuro.
Sem uma boa formação cultural, afetiva, social e relacional, todo este acervo de informações que se recebe não terá valor algum, funcionará como um verdadeiro plantar milharais sobre rochas.
Informação é muito importante para o progresso pessoal e coletivo, mas sem uma boa formação, as pessoas não saberão o que fazer com seus conhecimentos, pois não saberão como empregar socialmente o bem que receberam.
É imprescindível que não esqueçamos que todas as riquezas trazem responsabilidades sociais.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Safira "discute a relação"

Conversava com casais de amigos e percebi como ficam aflitos quando um dos parceiros diz que precisam discutir a relação... Normalmente, quando queremos discutir a relação, estamos cheias de boas intenções - pensando que podemos edificar o "viveram felizes para sempre", porque esquecemos ou não sabemos que vivemos constantemente em mudanças. Eu não sou a mesma de ontem, nem você é a mesma pessoa que acordou hoje... nossos quereres mudam, amadurecemos, desistimos de coisas, desejamos outras coisas que não desejávamos... Como disse o mestre Raul "metamorfoses ambulantes" é o que somos. Não queremos encurralar os homens na parede e forçá-los a fazer o que queremos, mas de certa forma queremos, sim, que eles façam o que queremos, porque queremos que eles pensem como a gente e sintam o que sentimos... por fim, acabamos os encurralando e os cerceando de qualquer possibilidade de fuga. E para terem paz, ou nos deixa, ou nos conforta! E como a maioria dos homens não consegue acabar um relacionamento... Na maioria das vezes que queremos conversar a relação é porque alguns de nossos anseios, desejos ou pedidos não estão sendo atendidos e queremos mais atenção, mais carinho, um parceiro mais carrapato... às vezes, quase cantamos como Caetano "por que você me deixa tão solta, por que você não cola em mim", porque apesar de discursarmos sempre que não gostamos de homem grudendo, gostamos menos ainda de homem que não tem ciúmes, que não nos olha, que não nos telefona, nem nos nota. Não queremos ser um prêmio, um troféu... até queremos, sim, mas queremos mais que isso - queremos que nos dignifique a existência com o suprimento afetivo que carecemos. Quando estamos no período arredio, em que nem queremos ouvir falar em carícias, um chocolate sempre cai bem, porque a dose etílica das barrinhas, logo despertará à afetividade o desejo pelo afeto e pelo beijo... mas sem carinho, sem atenção e sem chocolate - meu amigo, pode esperar: vem chumbo grosso!! Quando o homem vem querendo discutir a relação, das duas uma: ou ele quer acabar a relação, ou quer nos mostrar que é sensível, porque tá doidinho pra nos deitar... e sabe que um homem sensível consegue isso com muito mais facilidade que um bruto, e nos faz delirar muito mais e melhor. Mas cuidado, minhas amigas, não vamos fazer de qualquer cois um motivo pra papo sério - o seu carinha quer assistir um futebolzinho vez por outra, tudo bem, faz bem pro ego masculino a roda de machos se vangloriando de serem os tais no esporte e na cama. Nós temos os cabeleleiros, as manicures, as costureiras, os banheiros em boates e barzinhos, os telefones (viva Graham Bell!!! VIVA!!!!) onde fazemos nossas rodinhas e falamos tudo o que queremos, mentimos, nos fazemos de vítimas e de vilãs, os fazemos de vítimas e vilões, esnobamos as que achamos mais bonitas e gostosas, aconselhamos as mais reprimidas e infelizes... mas nada de deixá-los muito soltos, eles gostam de se sentirem propriedade de alguém que finge que não os domina... Não exija dele o "eu te amo", nem o "eu também", mas meça-o pelo beijo, pelo abraço... ah, nunca faça joguinho, como mandar uma amiga ligar pra ele e passar a cantada, ele pode cair - aí você só cavou um buraco e encheu de lama. Aprendamos com eles, que fingem que confiam em nós para vivermos bem, e só discutem as coisas que realmente importa na relação - nunca exija que um porco voe, porque porcos não voam, e se seu porco voar, ele nunca mais volta!!! Não exija que ele seja o que não é, mas faça-o se sentir como ele pensa de si próprio... mas coleira curta, viu meninas, porque eles são mamíferos e reprodutores, que não avaliam muito o valor de sua fêmea se o negócio é cruzar, eles sentem o cheiro do cio feminino e ficam loucos... E, antes de tudo, saiba onde parar a conversa. Quando você perceber que o assunto está descambando para as acusações (lembrem-se que nós podemos acusá-los, eles NUNCA), ou para a falta de respeito, antes que chegue nesse ponto, entre com a frase: "pois é, meu bem..." e deixe o tom ameno entrar, mude a página do assunto e deixe o amor rolar... Grande beijo... PS: ontem li no Exagerado um texto sobre DR e senti-me muito impulsionada a falar sobre isso, então peguei um texto que eu já tinha há algum tempo, desenterrei-o, dei uma pequenas melhoras (ou pioras) e taí, prontinho pra vocês comentarem

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Safira fala de finanças

Contam que Sócrates gostava de passear diariamente pela feira de Atenas, que era enorme, supermovimentada e hipervariada, contudo,não comprava nada. Homem rico e conhecido todos queria que ele viesse às suas bancas, mas nunca comprava nada. Até que certo dia um comerciante lhe indagou porque todos os dias ele passeava na feira e nunca comprava nada. Sócrates respondeu: "Eu gosto de ver quantas coisas eu não preciso para viver bem".
Vivemos numa sociedade extremamente consumista e competitiva, meu carro tem que ser melhor que o seu, minha roupa mais bonita, meu perfume mais cheiroso ou mais agradável, meu vinho mais caro, meu emprego com mais vantagens ou melhor salário... mais, mais, mais, melhor, melhor, melhor... sempre e contantemente numa competição olímpica (falo como as competições olímpicas gregas, que muitas vezes só acabava com a morte dos concorrentes).
Contudo, algo que tem me chamado a atenção é que esta competição toda não é contra os outros, mas contra si mesmos - para lapidar meu ego, tenho que estar mais bela ou ser mais forte ou mais inteligente, possuir mais bens ou mais caros, usar grifes mais famosas - que nem sempre são de qualidade superior, para que eu me sinta melhor tenho que consumir...
Para quê ter uma Ferrari que parte do repouso a 100 km/h em 4 segundos, e puxa 300km/h em 15 segundos, se não posso dirigir a mais de 80? Para quê ter um computador portátil com 5 GB de RAM, 250 GB no HD, com todos os superrecursos da tecnologia moderna, se só utilizarei 4 GB ? Para quê tantos pares de sapatos, outros tantos de tênis e outras tantas sandálias, se só possuo dois pés? Pra quê 2 ou 3 automóveis na garagem se só utilizarei um?
Essa febre de consumismo faz com que as coisas tenham seus preços majorados e muitas pessoas não tenham acesso à sua propriedade ou uso...
Não precisamos de tanto para viver, precisamos, sim, de afeto, de pessoas, de amigos, de risos e sorrisos, de confiança e confiabilidade, coisas que cada vez temos menos porque cada vez o ostracismo nos ensimesma, e nos aleja do convívio social saudável.
É bom repensar o que realmente é importante para vivermos bem.

domingo, 24 de agosto de 2008

Safira fala

O tempo é uma das verdades mais incontestáveis, talvez por isso as civilizações mais antigas tenham adotado o deus Tempo como o pai de toda a criação. Muitos de nossos males são curados somente pela ação do tempo sobre nós e sobre nossas feridas. Mas o que me faz postar hoje, é a relação que o ser humano tem consigo mesmo, no decorrer do tempo. Quando criancinhas, a falta de noção de tempo nos faz sofrer com a dimensão que os sentidos nos permite - sofremos a fome, a sede e a fralda molhada; a falta da visão da mãe ou de alguém querido nos faz sofrer de solidão, e choramos... mas o tempo passa... e passa... Nosso intelecto começa a perceber a existência de coisas invisíveis, e tudo começa a se complicar: pois dizer "sim", às vezes, quer dizer "não"; dizer "pode ir", às vezes, significa "não vá"; às vezes "passe lá em casa" quer dizer "vá e não volte nunca"; "te amo", às vezes, assume o sentido de "perdoe-me e não falemos mais nisso"... e o que é pior em todas essas ambigüidades de sentidos é que muitas vezes não conseguimos entender ao certo o que a pessoa ou nós queremos dizer... Como eu sou uma mulher virtual, posso ter a idade que meu leitor imaginar - olhe que digo virtual, não irreal, porque sou real, tenho minha vida, minha história, minhas idéias e sentimentos, contudo não lhes sou conhecida, só quem me conhece realmente é o Ótimos (meio como "S1mONE" - do filme homônimo)... e isso complica ainda mais para eu me fazer entendida pelas pessoas.
O fato de eu ser mulher dificulta muito me compreenderem, pois nem sempre falo a frase ou o pensamento completo, por supor que já fui compreendida... outras vezes as coisas são tão óbvias para mim, que não consigo entender como pessoas inteligentes não perceberam...
Mas o melhor de tudo é o poder mudar de opinião, de gosto ou de querer a qualquer momento, sem dar explicações nenhumas a quem quer que seja: "não vou mais de vermelho!" , "por quê?" , "porque meu ânimo mudou, vou de preto, sem sutiã, ou vou de bege com rendas íntimas cor-da-pele ou... nem vou mais... os noivos que se danem... vou é pra balada!"; sim, mudar de opinião e ver todos olhando uns pros outros com aquela cara de babaca: "quê que é isso!!!"
Nosso ânimo muda, não por estarmos mais velhas, ou mais experientes, ou na tpm, mas pelo simples fato de estarmos vivas e de sermos mulheres pelo resto de nossas existências - sendo assim, pude mudar quatro vezes o tema deste texto e mesmo assim ser compreendida.
Ou não!?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Safira fala de corrupção

Quanta incongruência nos dimensionamentos cognoscitivos dos constitucionantes representativos das urbes, quando conjecturam sobre o pretérito das atitudes de seus pares ou quando prospectam as vindouras hipérboles e metáfóricas ações que protagonizarão. Procrastinam as tendências filosóficas com que procuram usurpar os intelectos, para que massa de legitimadores de suas posições oligárquicas e perenes possam ser ludibriados incontestavelmente e fiquem silentes ante o que virem a executar... E assim é a política partidária-administrativa no mundo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Safira esclarece

Vamos esclarecer: 1. o voto no Brasil não é obrigatório. O que é obrigatório è a presença às urnas, tanto que estão disponíveis como opções: confirmar, em branco, anular... 2. se a presença às urnas fosse opcional, provavelmente a compra de votos seria muito maior, haja vista que os mais esclarecidos (aqueles que não vendem seu voto, que são minoria) ou já teriam seus candidatos ou nem iriam às urnas 3. quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Já sei, a galinha. Se tudo foi criado por Deus, ele fez a galinha, que depois colocou o ovo; se todas as espécies vieram evoluindo, primeiro surgiu a espécie galinha, que colocou e chocou seu ovo - pois o ovo do qual ela nasceu foi colocado por outra espécie que não galinha, uma ancestral sua - resolvida esta questão??? 4. aos exatos 99 anos antes do homem pisar na Lua, Julio Verne fez estudos onde determinou o melhor lugar para o homem se lançar à Lua (errou em menos de 50 km do Cabo Canaveral), calculou quanto tempo o homem gastaria para dar as órbitas na Terra e pousar em nosso satélite natural (errou por menos de uma hora), desenhou o modelo ideal para a cápsula que conduziria o homem, devido sua aerodinâmica e resistência (a Apolo se parece muuuiiiiito com a cápsula verniana) 5. golfinhos não são peixes 6. A única cidade do mundo em que houve Olimpíadas foi Atenas, em todas as demais houve somente UMA Olimpíada 7. Num beijo uma pessoa pode passar a outra até 100.000 bactérias 8. Existe homossexualismo entre quase todas as espécies de animais 9. Homens e mulheres pertencem à RAÇA HUMANA, negros, índios, amarelos, caucasianos etc são etnias,não raças 10. Afinal, para que se negue a existencia de algo, a primeira coisa que se deve fazer é conceber, mesmo que mentalmente, sua existência - se a coisa existe mentalmente, ela existe, então: Deus existe! Papai Noel, Cuca, Saci Pereê, Curupira e o diabo a quatro também...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Safira medita

Um pouquinho de sal, dá sede; um pouco de óleo frita um ovo, ou um bife; uma gota de limão coalha o leite; uma bola na rede vence o jogo, ou o perde; se faltar um grama, não temos uma tonelada completa; uma andorinha não traz verão, mas enfeita o céu... quantas coisas pequenas e insignificantes assumem grande significado se vistos de outra forma...
Há tanta gente para quem basta um riso, um olhar, uma mão pra apertar... não é dinheiro, nem bens que precisam, meus amigos, é de um gesto humano... quantas lágrimas rolam quando um abraço chega oportunamente, e quantos corações se quebram quando não vem de jeito algum...
Nada é grande em si, pois cada coisa, todas as coisas, materiais e abstratas, sólidas ou etéreas, visíveis ou imperceptíveis, são formadas por coisas menores que as montam, as produzem, as criam...
Cada um de nós somos formados por bilhões de microorganismos chamados células, que têm vida própria e se juntam nos dando vida... unamo-nos para dar vida também...
Sim, estou contemplativa hoje, porque uma menina de oito anos me ensinou o que eu já sabia... apenas uma gota de água não é chuva, mas sem ela a chuva não existe

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Safira se questiona

Quem sou eu neste mundo que se esquece de mim? Neste nada que me esqueço de ser? Quem sou eu em teu coração e na tua mente? Que imagina o que és em mim... Quem saberemos ser, se somos tantos sendo nós mesmas As mesmas pessoas que nascemos que vivemos em nós todos os dias e sentimos todas as horas que mudamos de ser quem éramos... Se mudei não sou mais eu? Se sou eu mesma, como sou diferente? Mimetismo-me a cada rodada de cerveja a cada nova cara que vejo a cada livro que leio a cada poema que componho ou que não componho... Metamorfoseio-me em mim mesma e me pergunto cansada de mim e deste nada que me é tudo... canso-me de tudo, que me é nada... quem afinal sou eu para mim mesma? Meu, Deus, eu não me conheço!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Safira desvirtualiza amigos

Hoje farei uma postagem bem pessoal... conheci o Seu Talício e o Sr. Rui Carlo.
Rui, como prefere, sem formalidades, está gozando férias em seus múltiplos afazeres e convidou-me e ao Talício para nos encontrarmos em Belo Horizonte... fiquei nervosa, afinal só o conhecia por seus textos, bem como ao Talício... ele também não me conhecia fisicamente.
Quando ele me convidou para postar uma vez por semana no "Ótimos e Bom", relutei, porque me achava muito distante desta tecnologia internética, mas logo vi a aceitação aos meus textos... recebi e-mails e comentários... decobri que tenho alguns fãs, e isso me fez continuar...
Acho que ele poderia acessar mais blogs, para divulgar mais nosso trabalho, mas ele me disse que não faz isso, porque mal tem tempo para visitar diariamente os poucos que já tem linkado, e como não quer desprezar aos amigos primeiros, prefere ir adicionando vagarosamente novos leitores...
Bem humorados, Rui Carlo e Talício pareciam meninos grandes ao passearmos pela bela Belô (permitam-me o trocadilho).
Amei os papos com o velho Talício, homem vivido e cheio de graças... muito prosáico, ria de tudo, era como um menino admirado:
- Você nunca veio a uma metrópole, Talício?
- Já dona preda preciosa, mas sempre me dmiro... - e descontou no final da tarde, quando eu mirava o espetáculo do por-do-sol:
- Meu Deus, que coisa liiinda!
- Dona preda preciosa, a sin-óra nunca viu o pô-du-sol?
- Claro que sim, seu Talício!
- Viu, a gente se admira das côsa bunita e maviósa, purque elassão bunita e maviósa, não puquê seje novindade!
O velho ainda arrumou uma namoradinha, por lá... velho faceiro!
Nosso amigo, Rui, deu-me o original de seu livro "Anjo", para que eu lesse e criticasse, devorei-o numa noite, e não vi muito para criticar... Depois, mostrou-me o esboço do "Inconvencional", que ainda está compondo... ele me prometeu que daqui pra dezembro publica "Anjo", espero que sim... mas o homem é muito ocupado: seu celular, mesmo em Belô, tocava de vinte em vinte minutos...
Foi boa a viagem, foi bom desvirtualizar pessoas queridas comm quem sempre tenho contatos fônicos, eme-esse-ênicos e bloguísticos - numa invencionice de palavras típicamente dos cearenses...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Safira fala de opções sexuais

Pediram-me para comentar um pouco sobre o homossexualismo... a princípio relutei, uma vez tratar-se de assunto muito polêmico e rico em estereótipos, preconceitos e estigmas.
Antes de mais nada, quero lembrar a todos, que independente de sua opção ou condição sexual, somos seres humanos, membros da raça que detém a hegemonia no planeta Terra - não existem diversas raças na humanidade, mas etnias, a raça é a humana, então nos exemplemos nos animais que agem instintivamente, que não se agridem só por agredir - leões não são inimigos de zebras, nem elefantes inimigos de leões, existe uma cadeia alimentar e uns são predadores, outros alimento, mas não se agridem "de graça" - ou se agridem para comer, ou para não serem comidos.
Outra ressalva, é comum falarem que os gregos eram homossexuais. Vamos contextualizar, a cultura grega, em especial a Ateniense, era muito ligada à cultura e ao culto ao belo. O desejo por sexo, e até sua necessidade, é instinto natural. Como eles buscavam o belo, se um corpo era belo e seduzia um dos cidadãos gregos, independente de ser masculino ou feminino, passava a ser seu objeto de desejo, e muitas vezes de consumação. A mulher, em algumas cidades-estado, era entendida como a reprodutora - isso não impedia que homens amassem suas mulheres, mas também amavam seus homens.
Com o adveno do critianismo e do islamismo, religiões que propagam as "verdades bíblicas" antigotestamentárias, o homossexualismo e a poligamia passaram a ser malditos na sociedade ocidental.
Muitos cientistas defendem a tese de que a "tendência ao homosexualismo" já nasce com a pessoa; outros defendem a idéia que a educação de uma criança sem uma figura austera do macho-humano (se for menino) ou fêmea-humana (se for menina) pode levar ao homossexualismo, mas se perdem ao defender que também um pai excessivaente austero, também pode levar a isso; há quem digaque é ação do demônio sobre as pessoas; e há outros que defendem que o homossexualismo é uma opção sexual do indivíduo.
Pensando que a primeira opção é a verdadeira, cientistas procuram partes no cérbro que definam isso, ou algum gene ou alelo, que leve ao homossexualismo, e tratam isso como uma doença - ser homossexual seria ser doente, então precisam achar a cura!
Pensando que a educação e a relação familiar conduz a pessoa ao homossexualismo, é colocar sobre terceiros a responsabilidade que as pessoas devem assumir por seus atos.
Defender o homossexuaismo com demonismo é muito perigoso, pois exigiria muitos exorcistas para livrar estas castas de demônios da sociedade... é um pensamento muito ridículo e sem base nem científica, nem religiosa... é atribuir aos espíritos a responsabilidade pelos atos humanos, normalmente os que fazem isso sempre atribuem a deus ou ao diabo as coisas que lhes acontecem - se isso fosse verdade, questiono uma doutrina básica do judaísmo, do islamismo e do cristianismo: onde está o livre arbítrio, se é deus ou o diabo quem decide por nós?
Entender que tudo depende da opção que cada um faz para si, assim como hoje decido casar-me com Pedro, amanhã me divorcio dele e caso-me com Augusto, e se eu quiser namorar a irmã de Augusto? É uma opção que faço... como também não namorar ninguém, também pode ser uma opção.
Amados e amadas, a condição humana não deve ser julgada pelas opções tão íntimas que fazem - se queremos realmente assumir a postura de juízes e julgadores que o façamos levando em consideração a postura da ética social que adotam, do olhar aos demais seres humanos como membros de uma mesma raça e com as mesmas necessidades, e não pelas aparências e opções.
Lembremos da passagem bíblica em que Pedro sonhou que descia dos céus um grande lençol pendurado pelas quatro pontas, e dentro do lençol vinha todos os tipos de animais que a cultura e a religião judáica considerava imundos, e o Senhor disse a Pedro: "Pedro, pega e come". Pedro, cheio de religosismo (não de religião, que ao pé da letra significa religação do homem a Deus), disse: "Como eu poderei comer estes animais que são imundos?"
E Deus lhe respondeu:
"Não considere imundo o que Deus fez"

terça-feira, 24 de junho de 2008

Safira fala sobre "O valor das coisas"

Normalmente a palavra valor nos remete a pensamentos financeiros e econômicos, mas a teoria dos valores é um pouco mais profunda que isso. Como somos seres simbólicos atribuímos importância às coisas, esta importância está rica em significados e, de acordo com a importância que damos é que lhe surge o valor. "Certa sobrinha minha de quatro anos foi comprar uma garrafa de dois litros de refrigerante, e levou vinte reais para a compra. Ao voltar para casa, ela não conseguia equilibrar bem a enorme garrafa e o dinheiro, em papel e em moedas. Rapidamente ela resolveu a situação: colocou os dezoito reais de troco na calçada e foi para casa levando o refrigerante. Sua mãe correu para a rua para pegar o dinheiro antes que alguém o achasse, a Bruninha olhou para mim: - Tia Safira, por que a mãe ficou tão preocupada? Era só dinheiro!" Leonor acha dezoito reais mais importante que dois litros de refrigerante, mas Bruninha acha o refrigerante mais importante. Os valores das coisas estão na importância que lhe damos, e nada possui valor intrínseco em si mesmo, sem alguém que lhe atribua o valor do que lhe simboliza.

domingo, 15 de junho de 2008

Safira fala de feminilidade política

JFK disse certa vez que se o povo americano elegesse uma mulher à Presidência dos Estados Unidos, jamais elegeria novamente um homem. Dizem os historiadores que Luis XIV teria dito que enquanto as mulheres lutarem com as armas masculinas, nunca terão o poder, mas no dia em que lutarem com as armas femininas, jamais deixarão de governar.
As verdadeiras armas femininas não são a sensualidade e a chantagem emocional, tão comumente utilizadas por muitas mulheres. Estes expedientes não nos fortalecem, mas fragilizam e vulgarizam, e criam sobre nós o estereótipo que macula nossa integridade, amor próprio, competência, auto-estima, e lançam por terra todos os discursos sobre objeto-sexual e igualdade de direitos.
Estas pseudo-armas emprestam à imagem feminina o ar de um ser manipulador e fútil, e que usa de subterfúgios os mais baixos e vulgares para conquistas superficiais, financeiras e materiais, em detrimento do que realmente importa, que encontra-se na dimensão das coisas invisíveis.
Hoje, os Estados Unidos estão perdendo a chance de ter sua primeira presidente, daqui há dois anos teremos uma mulher pleiteando a nossa Presidência, também, e, embora eu concorde em parte com Kennedy e com Luis XIV, não acredito que uma pessoa será boa ou má estadista simplesmente pela sua condição de gênero, mas acredito, também, que as armas femininas são socialmente mais eficazes que as masculinas, afinal estamos na condição que estamos, falo como planeta, porque o egoísmo, a violência, a corrupção é que têm sido as marcas dos governos do mundo, inclusive de nosso país.
As armas realmente femininas são a coragem, a abnegação, o amor às crianças, ao futuro e ao ser humano, e o auto-sacrifício pela vida. Pois, nós, mulheres, temos o destemor de enfrentar a mentira e a verdade, mesmo que isso nos cause dores e prejuízos, contanto que a vida e nossas crianças e futuro sejam preservados.
Assim, minhas amigas, lhes convido para pensarmos mais em como fazer da vida um grande desafio à própria vida.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Safira fala de bigamia

Estive passeando pelas páginas bíblicas e achei um caso de bigamia que me chamou muito a atenção. Não, não se preocupem que não vou entrar nessa de condenar os costumes do povo do tempo bíblico, eram outros tempo, outra nação, outra realidade...
Bem, primeiro vou narrar rapidamente a história, depois comento:
"Jacó encontrou Raquel e se apaixonou por ela, pediu-a em casamento. O pai dela, para consentir no casamento fez uma exigência: Jacó trabalharia para ele por sete anos. Passados os sete anos, Jacó foi enrolado pelo sogro que deu-lhe por esposa a caolha Lia (ou Léia), com a desculpa que não é costume a mais nova casar antes da mais velha. Jacó então se propôs trabalhar mais sete anos pela mão de Raquel, contudo casaria logo e passaria os sete anos trabalhando. Feito o acordo, Jacó tinha duas esposas, mas pela ironia do destino, brincadeira de Deus, azar ou sei lá o quê, Raquel era estéril. Assim Lia deu a Jacó 6 filhos e uma filha. Raquel tomou sua escrava e deu pra Jacó ter um filho com ela (pensando se a ecrava é minha, sua cria tambem será), Jacó topou e ó: dois filhos da escrava; Lia, viu que Jacó queria era furunfar e deu a ele sua escrava também e, pimba, mais dois filhos. Aí Raquel pariu também, primeiro José e depois, Benjamim. Raquel morreu no parto de seu segundo filho."
Muitos leitores bíblicos entendem que Raquel representa a mulher-carne, desejo do homem e Lia como a representação da proposta-de-Deus, pois ela teve como número de filhos a soma dos filhos da irmã e das escravas, e porque é da linhagem de Lia que vem Jesus, que era da tribo de Judá (segundo filho de Lia).
Pensemos quanto estas irmãs-mulheres tiveram que se aturar, quantas rixas, quantas queixas, quantos queixumes a Jacó, quantas brigas e ameaças, o negócio foi ma baixaria tamanha, que uma irmã pagava pra outra:
- Mana hoje tô doida por uma noitadazinha com Jacó, quanto vc quer pra eu...
- Tanto...
- Ok
É, minhas amigas, as duas viraram cafetinas e freguesas para o uso de Jacó, o pau-de-mel. Até s mandrágoras (que elas consideravam afrodisíacas e fertilizantes) eram negociadas entre elas. Mas (sempre tem um mas)... Raquel roubou as estatuetas de seu pai, no di em que iriam mudar-se para as terras do pai de Jacó.
Furioso, o sogro de Jacó partiu ao seu encontro:
- PQP cara, como é que você, além de levar minhas filhas embora, ainda rouba meus ídolos?!
- Roubar, eu!? - aí Jacó amaldiçoou Raquel - Que Deus me julgue, e morra prematuramente quem tenha te roubado os ídolos!
O velho, muito chateado saiu procurando as estatuas sem nada achar, quando chega para Raquel, ela sentara-se sobre os ídolos dentro de um alforge:
- Pai, tô menstruada e ainda não inventaram absorventes, nem calcinhas, então se eu levantar vai ser aquele vexame...
- Ok, filha!
Ainda jovem, cerca de 25 anos, Raquel ao parir Benjamim, morre. A mulher era tão sórdida que morrendo diz que seu filho deve ser chamado de Benoni (filho de minha dor - ou filho de minha morte)... imagine ele levar a culpa da morte de sua mãe no nome...
Jacó deu-lhe o nome de Benjamim (filho de minha maturidade, ou velhice), pois lhe seria o último filho.
Depois da morte de Raquel, saem do cenário bíblico Lia e as duas escravas...
Hoje, somos tão donas de nossos homens que, sabendo levar, comem bem miudinho em nossas mãos, basta deixar que eles pensem que estão decidindo. Como foi com elas...
Devemos brigar com eles? sim, mas sempre estar disposta a perdoar, lembrando que estar disposta a perdoar, não quer dizer perdoar, mas deixá-lo saber que podemos perdoá-los se... e aí barganhamos o que queremos...
Passados alguns dias, se eles não aprontarem outras, desenterramos o erro do passado para coagi-los, para que se sintam na defensiva, e possamos barganhar novamente atenção, carinho, saídas, genilezas, uma viagem à praia, uma hiper qualquer coisa...
Temos algumas vantagens, que eles não me leiam, que fazem toda a diferença: nossa voz, que amacia facilmente e comove o coração masculino mais duro; o diabo da virilha, que faz com que o homem morra ou mate por ele, que o deseje sempre, que o persiga e o use, sempre que nós queremos, porque temos as enxaquecas, as indisposições femininas; e a maior vantagem, menstruamos e sentimos cólicas, mesmo quando não sentimos.
Vocês já viram a carinha de bom moço quando nos contorcemos de cólica? Não é lindo senti-los tão assim, assim... domados?
Em certa época do mês estamos frágil, chorona, dengosa - tudo o que queremos é um homem gentil, dócil, carinhoso; noutra fase, estamos zangadas, arredias, violentas, e precisamos de um homem que decida, que seja macho, que nos olhe com ar de comando, mesmo sabendo que a palavra final é sempre nossa; noutro momento, queremos tudo e precisamos de um tarado, um poderoso macho-da-raça-humana que nos domine e nos possua n vezes no dia; e outras vezes queremos ficar só, não queremos nada de nada. Mas a todo momento queremos que ele adivinhe em que fase estamos e supra nossas carências, senão eles serão rotulados de incompreensíveis, insensíveis, brutos, bananas...
Lia e Raquel bem sabiam disso, que conseguiram manter a relação com Jacó estressando-o sempre para tê-lo à mão, mas dando a ele a certeza que ele é que queria fazer a vontade delas.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Safira se compadece

Desde os meus dez anos que percebo a existência do macho da raça humana, esse ser ignóbio, egoísta e que só pensa em prazeres imediatos - coitado!
Quando crianças, nós brincamos de bonecas, de casas, de designer de modas; exercemos profissões de professora, médica, veterinária, cozinheira, donas de restaurantes, além, claro, de termos as atividades costumeiras de mãe, esposa, dona de casa... passamos nossa infância aprendendo a gerenciar recursos, tempo e as vidas que nos cercam. Desde nossa infância aprendemos a administrar tudo, e quando crescemos continuamos administrando nossas vidas profissionais, conjugais e maternas.
Já, os homens, não, estas pobres criaturas injustiçadas e fracas. Sua infância se resume em brincar de carro, bola, brigas ou comer. Quando adultos continuam jogando, dirigindo carros, brigando e comendo.
Quando nos vemos com problemas, nos fechamos em nós mesmas à procura de soluções. Quando muito, procuramos amigas para juntas pensarmos.
Eles, quando enfrentam problemas, saem, vão à busca de lazer ou comida, para fugir dos problemas. Mas quando ficam mais velhos, maduros, aí mostram sua capacidade armazenada.
Eu não gostaria de ser homem.
A sociedade exige que todo homem maduro seja bem sucedido em sua carreira - se aos 40 ele não tiver um carro do ano ou for um dos melhores na empresa, as mulheres o consideram fraco, ou fracassado.
Têm que ser compreensivos, afinal não têm TPM; é necessário que ame a sogra, cunhados e as piadas indiscretas e preconceituosas do sogro. Tem que aguentar com carinho aos filhos da mulher, e aos seus bichinhos domésticos. Nao pode deixar faltar nenhum dos bens essenciais à casa, como a máquina de lavar, a TV de plasma, os milhares de modelos de multiprocessadores de alimento, o forno microondas.
E além de tudo têm que ser atleta sexual. Nós podemos dizer que estamos cansadas, com dores de cabeça, indispostas ou simplesmente sem vontade, mas vá um homem dizer pra sua namorada, noiva, amante, esposa ou ficante que não tá a fim... ele corre o risco de no dia seguinte estar sendo o assunto entre sua mulher e as amigas dela.
Assim, o machismo imposto nas sociedades por tantos séculos deixou uma seqüela aos machos: as cobranças a eles de tudo o que eles sempre se vangloriavam de fazer e ser. (há há há há há)

domingo, 11 de maio de 2008

Safira desconfia da história bíblica

No tribunal de Jerusalém levaram um caso para o Rei Salomão julgar, o caso envolvida duas senhoras Alizafe e Beteami:
- Majestade, eu e Beteami demos luz aos nossos filhos ontem, e ficamos no mesmo quarto de recuperação... contudo, de noite, quando dormíamos, esta senhora deitou-se sobre seu filho e o sufocou à noite, aí, hoje de madrugada, ao perceber que seu filho estava morto, o trouxe à minha cama e trocou seu filho morto pelo meu... portanto senhor, esta criança viva é meu filho!
- Não Majestade, Alizafe mente. Ela deve ter dormido sobre a criança à noite e o matado, agora quer meu filho para si...
- Tragam-me a criança, disse Salomão.
Ele pegou uma espada e a criança, aí disse:
- Como não temos como saber de quem é esta criança, pois o teste de DNA ainda não foi inventado, então eu partirei a criança ao meio e darei uma metade para cada uma e acaba-se a dicussão.
Beteami disse, "isso senhor, faça isso que a justiça será feita".
Alizafe começou a chorar e disse:
- Não meu senhor, não mate esta criança, que é meu filho... eu prefiro que o senhor o dê para ela, para que eu não o veja morto.
Segundo a narrativa bíblica, Salomão deu a criança a Alizafe, porque compreendeu que a mãe prefere ver a criança com outra mãe que tê-lo morto.

SALOMÃO ACREDITOU NAS LÁGRIMAS DA MULHER!!!


Suponhamos que Alizafe dissimulara o choro para convencer ao Rei que era inocente, como muitas pessoas fazem. Mas se ela tinha o sono tão profundo que não sentira alguém tirar seu filho de seu colo, não poderia ter tido o sono tão profundo que não percebesse esmagar seu filho com o próprio corpo?
Será que Beteami não estava tão furiosa com a acusação e a grande possibilidade do rei acreditar na mãe-assassina? Será que ela não sabia como Salomão era misericordioso e por isso tinha certeza que ele não sacrificaria a criança, por isso o desafiou? Será que ela, simplesmente, não "jogou" com o rei, como ele estava jogando com elas?

Moral da história: não se tem certeza de um fato levando-se em consideração principalmente as manifestações emotivas das pessoas. É muito fácil mentir, chorar, rir e falar o que se quer.

terça-feira, 6 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: Safira e o ciúme virtual

Primeiro, quero discordar de meu guru:

Hoje é minha vez de participar desta blogagem que o grande Bruno, Exagerado nos convidou. Na verdade, ele convidou o Ótimos e estendeu o convite a todos os blogueiros. Como o Ótimos também me convidou, eis-me aqui.

Primeiramente quero discordar de meu guru:
Ótimos, nem todo ciúme é virtual. Nem tudo o que é abstrato é virtual, uma coisa não é virtual somente porque não vemos, tocamos, cheiramos e porque tal coisa está fora de nossa capacidade sensorial. Amor é virtual? Ódio é virtual? Riso é virtual? A virtualidade refere-se a uma realidade imaginada, não a uma realidade abstrata. Um sonho, enquanto dormes, sim, é uma realidade virtual; uma novela ou um filme, são realidades virtuais, embora os sentimentos que aflorem no sonhador e no telespectador, são sentimentos reais (desculpe Talício - mas você teve sorte, se sua mulher estivesse na TPM poderia ter causado um pintocídio).

Sanada a dúvida, e feita a queixa, vou discorrer sobre ciúme, em especial o ciúme virtual:


Sou ciumenta, sou possessiva, qual mulher não é? Aí entramos com a desculpa: "se for um ciumezinho que norteia a relação, tudo bem; só não pode ser doentio ou exagerado". Doentio e exagerado o cacete, ciúme é ciúme e pronto... se o carinha pisa na bola e dá margem para paquera e para a imaginação de outra mulher, é pra ser condenado, sim...

Quem determina o "grau" de ciúme, se ele é exagerado ou normal! existe algum ciúmetro? Não estas coisas são incomensuráveis, o que pode acontecer é a pessoa perder o juízo e sair por aí dando bolacha em todo mundo e atirando pra todo lado - descontroladamente. Se for uma mulher, a gente desculpa devido às cargas adrenalínicas da TPM.

Confessem aí, mulheres, é ou não é gostoso sentir ciúmes? Aquele sentimentozinho de posse, aquela cara de má que fazemos, aquele olhar que lê a alma masculina e deixa o cara menor que uma formiga anã?! E as piadinhas que soltamos! E aquelas ameaçazinhas: "pois quem te garante que sou fiel?", "se você olhar de novo, amanhecerá com a fronha rasgada"...

O sentimento do ciúme começa com o aumento de nosso batimento cardíaco, aí a adrenalina vai crescendo e tomando conta de nosso juízo, de nosso raciocínio, aí passamos a odiar e queremos esganar, trucidar, esfolar vivo - a mente feminina é muito, mas muito fértil mesmo (ainda mais se for ciumenta), aí a gente começa a conjecturar: ah, por isso não me telefonou; naquele dia que tava com o celular desligado era pra não receber ligação da piranha, aquelas-zinhas do msn que nem sei quem é e de quem ele nunca fala só podem ser umas vacas! E quando ele sai daqui de casa será, que vai pro direto pro apartamento? Será que na hora do almoço, ele aumenta as estatísticas de motel? (vocês sabiam que os horários que os motéis são mais cheios são na hora do almoço e em dias de jogo?)

Pronto, o barraco está montado, só falta derrubá-lo...

O sentimento de ser traída é uma maravilha, principalmente quando não somos traídas (fica só na impressão), porque acuamos nossos homens na parede, como bandido cerca o mocinho num beco sem saída (a gente sabe que ele vai se safar com uma mentira ou desculpa qualquer), mas a gente quer mesmo é a endorfina de depois da briga, aquele sentimento de cansaço e de domínio dão lugar a um sentimento de carência afetiva... aí começamos a acariciar nossos cabelos (sinal clássico que queremos xamego), abaixamos a cabeça (sinal de que queremos ouvir palavras boas e bonitas), choramos (sinal que queremos um leve abraço, companheirismo e segurança na relação), aí beijamos e beijamos (sinal de que queremos encerrar a briga com uma trepada ardente, carinhosa e muito cheia de beijos).

Não tenho nada contra os ciumentos e as ciumentas, contanto que tenhamos o controle para as agressões serem só verbais, porque passados alguns minutos estaremos bem... e passados anos riremos muito disso tudo - quando envelhecermos, riremos de todas as estupidez da juventude e seremos felizes velhinhos saudosos de nossos amores ardentes nas pias, jardins, semáforos, praias, cinemas, escadas de serviços, praças...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Safira fala de amigos virtuais


Eu nunca pensei que fosse tão divertido escrever num blog.

Eu achava que era coisa de adolescente... eu formara um estereótipo de que "agenda eletrônica" não teria nada a ver comigo, ledo engano! Postar é como comer chocolate, pois pode viciar, mas a gente liga??!!! (risinhos)

Quando Ótimos me convidou para compor aqui vez em quando, topei devido nossa relação de amizade, mas fui gostando, gostando tanto que já estou até pensando em criar meu próprio blog.

Aqui fiz boas amizades, e vez por outra recebo e-mails comentando meus posts, em especial de uma grande amiga paraense, lingüísta de primeira linha e que me honra com seus comentários.

Conheci muita gente legal, com quem converso vez por outra.

Há uma deusa que conheci neste mundo virtual, com quem tenho menos contato que gostaria, mas nossos papos sempre me são muito enriquecedores, hoje ela mora no Rio - eu não, eu não moro em canto algum, sou completamente virtual, não como a S1mONE.

Não sou cosmopolita como os nômades, artistas e políticos... sou fixa, mas viajo mentalmente por muitos lugares.

Meu vento paira em muitos lugares por onde fui, e sei que corro em muitas veias de muitos amigos que fiz, sei que pertenço a muitos corações que me amam e me arrasto pelas muitas linhas que me escrevem e que escrevo.

Minha amiga virtual (que agora mora no Rio, que já está marcada pelo sol) mais que no Rio mora em minha memória, mais que as marcas do sol e de sua pouca idade, já marcada, já marcou meu 2008 como um ano de muitas e grandes vivências.

A vantagem dos amigos virtuais é sua própria desvantagem: a distância...

Sim, é muito vantajoso você só estar disponível para eles quando você quer estar com eles; os amigos físicos às vezes se chateiam se você não pode lhes dar atenção, e se você não quer lhes dar atenção naquele momento são capazes até de acabarem ou racharem a amizade. Chegam na sua casa e você não pode só dizer: "tchau, minha amiga, tô com sono", já aos amigos virtuais, eles te acessam e você sem dó, nem pena, sem licença nem perdão, diz que vai desligar porque tá com sono, e desliga e o outro não se zanga...

Mas essa distância às vezes te faz mal, porque você não tem às vezes com quem dividir um chope, ou rir, ou ver um filme, ou só insultar.

Outra vantagem-desvantagem diz respeito às confidências e cobranças. A um amigo físico às vezes você teme contar tudo o que sente, seus planos, suas gafes, suas indiscrições, seus atos impudicos e suas disvirtudes - ele vai lhe cobrar em algum momento isto, ou pode contar para terceiros.

À virtual-friend, você pode desmascarar-se completamente, ela nem sabe se você existe mesmo ou não, não tem teu endereço, e o que tem pode ser mudado em 10 minutos, sem burocracia. E esta pessoa não pode te cobrar muita coisa, pois a virtualidade da relação te protege.

Eu pensei que amizades virtuais nos deixassem frios e desamorosos, outro engano, porque tenho crescido muito com estas amizades que me vêm em sinais elétricos, nos milhões de bits, ciberneticamente... riu, choro, aprendo, ensino, viajo, vou, chego, declaro meu amor e tezão, recebo declarações, vivo este mundo virtual, sem perder a materialidade...

Bem, como adoro viajar, já posso ir a Porto-Velho, Fortaleza, Salvador, Itabuna, Ilhéus, São Paulo, Rio, Bagé, Porto-Alegre, Sidney, Cataluña, Oshkosh (Wisconsin - EUA), Guarda ou Lisboa (Portugal), Ribeirão Preto, Belém, Manilla, Cairo (entre outras localidades do mundo), pelo menos recebi convites virtualizados para viagens materiais...

Como a amizade é um sentimento, e não um relacionamento, percebo que travarei novas e novas amizades a cada novo post. Mas amigos leitores, faço-lhes um apelo: ao lerem quaisquer blogs, comentem, nem que seja um simples "Gostei" ou "Não gostei", porque nós quando postamos gostaríamos de ter o feed-back de nossos leitores...

Grande beijo sarado, cheio de safirinhas coloridas para animar teu feriadão.