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terça-feira, 6 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: Safira e o ciúme virtual

Primeiro, quero discordar de meu guru:

Hoje é minha vez de participar desta blogagem que o grande Bruno, Exagerado nos convidou. Na verdade, ele convidou o Ótimos e estendeu o convite a todos os blogueiros. Como o Ótimos também me convidou, eis-me aqui.

Primeiramente quero discordar de meu guru:
Ótimos, nem todo ciúme é virtual. Nem tudo o que é abstrato é virtual, uma coisa não é virtual somente porque não vemos, tocamos, cheiramos e porque tal coisa está fora de nossa capacidade sensorial. Amor é virtual? Ódio é virtual? Riso é virtual? A virtualidade refere-se a uma realidade imaginada, não a uma realidade abstrata. Um sonho, enquanto dormes, sim, é uma realidade virtual; uma novela ou um filme, são realidades virtuais, embora os sentimentos que aflorem no sonhador e no telespectador, são sentimentos reais (desculpe Talício - mas você teve sorte, se sua mulher estivesse na TPM poderia ter causado um pintocídio).

Sanada a dúvida, e feita a queixa, vou discorrer sobre ciúme, em especial o ciúme virtual:


Sou ciumenta, sou possessiva, qual mulher não é? Aí entramos com a desculpa: "se for um ciumezinho que norteia a relação, tudo bem; só não pode ser doentio ou exagerado". Doentio e exagerado o cacete, ciúme é ciúme e pronto... se o carinha pisa na bola e dá margem para paquera e para a imaginação de outra mulher, é pra ser condenado, sim...

Quem determina o "grau" de ciúme, se ele é exagerado ou normal! existe algum ciúmetro? Não estas coisas são incomensuráveis, o que pode acontecer é a pessoa perder o juízo e sair por aí dando bolacha em todo mundo e atirando pra todo lado - descontroladamente. Se for uma mulher, a gente desculpa devido às cargas adrenalínicas da TPM.

Confessem aí, mulheres, é ou não é gostoso sentir ciúmes? Aquele sentimentozinho de posse, aquela cara de má que fazemos, aquele olhar que lê a alma masculina e deixa o cara menor que uma formiga anã?! E as piadinhas que soltamos! E aquelas ameaçazinhas: "pois quem te garante que sou fiel?", "se você olhar de novo, amanhecerá com a fronha rasgada"...

O sentimento do ciúme começa com o aumento de nosso batimento cardíaco, aí a adrenalina vai crescendo e tomando conta de nosso juízo, de nosso raciocínio, aí passamos a odiar e queremos esganar, trucidar, esfolar vivo - a mente feminina é muito, mas muito fértil mesmo (ainda mais se for ciumenta), aí a gente começa a conjecturar: ah, por isso não me telefonou; naquele dia que tava com o celular desligado era pra não receber ligação da piranha, aquelas-zinhas do msn que nem sei quem é e de quem ele nunca fala só podem ser umas vacas! E quando ele sai daqui de casa será, que vai pro direto pro apartamento? Será que na hora do almoço, ele aumenta as estatísticas de motel? (vocês sabiam que os horários que os motéis são mais cheios são na hora do almoço e em dias de jogo?)

Pronto, o barraco está montado, só falta derrubá-lo...

O sentimento de ser traída é uma maravilha, principalmente quando não somos traídas (fica só na impressão), porque acuamos nossos homens na parede, como bandido cerca o mocinho num beco sem saída (a gente sabe que ele vai se safar com uma mentira ou desculpa qualquer), mas a gente quer mesmo é a endorfina de depois da briga, aquele sentimento de cansaço e de domínio dão lugar a um sentimento de carência afetiva... aí começamos a acariciar nossos cabelos (sinal clássico que queremos xamego), abaixamos a cabeça (sinal de que queremos ouvir palavras boas e bonitas), choramos (sinal que queremos um leve abraço, companheirismo e segurança na relação), aí beijamos e beijamos (sinal de que queremos encerrar a briga com uma trepada ardente, carinhosa e muito cheia de beijos).

Não tenho nada contra os ciumentos e as ciumentas, contanto que tenhamos o controle para as agressões serem só verbais, porque passados alguns minutos estaremos bem... e passados anos riremos muito disso tudo - quando envelhecermos, riremos de todas as estupidez da juventude e seremos felizes velhinhos saudosos de nossos amores ardentes nas pias, jardins, semáforos, praias, cinemas, escadas de serviços, praças...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: Talício também foi vítima de "Ciúme Virtual"

Fui cunvidado pelo Ótimos (que nome insquisito prum cara), que foi cunvidado dum tal de Ixagerado (vixe mãe dideus - será que ele é ixagerado purquê é ixagerado mermo ô purque é insculhambado? - xá pra lá), o negóço é esse, vim dá meu tristemunho de min-a insperiênça cum esse tár de ciúme virtual:


Meu amigo, vô lhe contá que esse negóço de sentí ciúme é uma côsa do capirôto, mermo. Magine você o que aconteceu comigo... lá pros ido dos 76...
A min-a mulé quiria purquê quiria que eu lhe comprasse uma televisão. Aí eu, bobão como cachorro treinado, fui comprá a mardita da caxa preta com vrido na frente que amostra as pessoa.
Chegô em casa, liguei logo, trepei no tei-ado, coloquei a antena.. aí foi a festa... a molecada correu pra vê, a muié dixe: agora quero vê a Constantina vi mi dizê que o Instupido Cupido ela assistiu e eu não!!

Már no dumingo, dispois da missa, chegano im casa, liguei a Televisãun e apariceu um tár de Fantástico, e né que exe pograma apresentava umas muié pra lá de linda.
Elas tava tudo dançano, se balançano, na maió insculhambação... eu como sô bicho macho, adorei o que via.
A muié lá dento, butano os minino pra durmíi, e eu na TV (já tava todo íntimo), assistino tudo, intendeno nada, már cuns óio grilado nas parte da muierada dançano.
A min-a muié vêi divagarin por ditráis de eu, viu o que era aquilo, olhô pra min-a carça que já parecia tê um poste dentro... e voltô pra cuzin-a.
Eu inté pensei bestêra... hoje o négóço lá no quarto vai sê buniiiiito...
A muié voltô pra sala com duas panela, uma jogô na coitada da televisãozin-a, que soltô fumaça pra tudo que é lado, uma faisquêra medôin-a, e antes que eu dissexe quarqué côsa ela jogô a panela de água quente nemim, que meu pinto tráis as marca inté hoje, e asdispôis, me deu umas panelada...
Hoje eu rio dixo tudo... essa foi min-a premêra inspiriênça com o tár de ciúme virtual.