segunda-feira, 19 de maio de 2008

Safira se compadece

Desde os meus dez anos que percebo a existência do macho da raça humana, esse ser ignóbio, egoísta e que só pensa em prazeres imediatos - coitado!
Quando crianças, nós brincamos de bonecas, de casas, de designer de modas; exercemos profissões de professora, médica, veterinária, cozinheira, donas de restaurantes, além, claro, de termos as atividades costumeiras de mãe, esposa, dona de casa... passamos nossa infância aprendendo a gerenciar recursos, tempo e as vidas que nos cercam. Desde nossa infância aprendemos a administrar tudo, e quando crescemos continuamos administrando nossas vidas profissionais, conjugais e maternas.
Já, os homens, não, estas pobres criaturas injustiçadas e fracas. Sua infância se resume em brincar de carro, bola, brigas ou comer. Quando adultos continuam jogando, dirigindo carros, brigando e comendo.
Quando nos vemos com problemas, nos fechamos em nós mesmas à procura de soluções. Quando muito, procuramos amigas para juntas pensarmos.
Eles, quando enfrentam problemas, saem, vão à busca de lazer ou comida, para fugir dos problemas. Mas quando ficam mais velhos, maduros, aí mostram sua capacidade armazenada.
Eu não gostaria de ser homem.
A sociedade exige que todo homem maduro seja bem sucedido em sua carreira - se aos 40 ele não tiver um carro do ano ou for um dos melhores na empresa, as mulheres o consideram fraco, ou fracassado.
Têm que ser compreensivos, afinal não têm TPM; é necessário que ame a sogra, cunhados e as piadas indiscretas e preconceituosas do sogro. Tem que aguentar com carinho aos filhos da mulher, e aos seus bichinhos domésticos. Nao pode deixar faltar nenhum dos bens essenciais à casa, como a máquina de lavar, a TV de plasma, os milhares de modelos de multiprocessadores de alimento, o forno microondas.
E além de tudo têm que ser atleta sexual. Nós podemos dizer que estamos cansadas, com dores de cabeça, indispostas ou simplesmente sem vontade, mas vá um homem dizer pra sua namorada, noiva, amante, esposa ou ficante que não tá a fim... ele corre o risco de no dia seguinte estar sendo o assunto entre sua mulher e as amigas dela.
Assim, o machismo imposto nas sociedades por tantos séculos deixou uma seqüela aos machos: as cobranças a eles de tudo o que eles sempre se vangloriavam de fazer e ser. (há há há há há)

5 comentários:

TonMoura disse...

Poizé, véio! Parece que eu num aprendi a administrar minha vida ainda. Cômico se num fosse verdade!

Vênus disse...

Oi,Safira
Sabe,sou muito parecida com vc...
Tenho tanta pena dos homens...são tãos exigidos,nénão??
Eu que o diga...sou muito exigente....rs

beijocas

Joanne e Cláudia disse...

Gostei muito do tema,Rui.
Safira sabe das coisas.....
E vc?Por que sumiu do meu Blog???Tô te esperando hein...rs
Clau

Infiel disse...

Ola Rui
adorei as suas historias de mãe
não o sou mas, tive uma mãe que, tambem morreria por mim, se houvesse necessidade disso!!!
se eu o aceitaria ... não sei mas, saber que alguem me amou tanto que, estava disposta a morrer por mim, é algo que me ajudou a ser quem sou

- agora o homem... pois pois!!
ha tantos preconceitos e obrigações sociais sobre o homem e seu papel na sociedade que, acredito ser dificil ser homem, têm direito a estarem cansados e o dever de ser um atleta sexual mas... são eles que buscam esse papel, nós (mulheres) até preferimos que eles sejam só atletas (desde que trabalhem para o que gastam) :)

- agora a sério:
a educação e o desenvolvimento pessoal estão a sofrer modificações e, esperemos que o homem deixe de viver segundo os valores machistas sociais e aceite o valor da mulher e sua descoberta como pessoa

Um abraço

Amigao disse...

ué, meu comentário não apareceu.Mas eu vim aqui hein!

abração