quinta-feira, 15 de maio de 2008

Talício deu vexame

Tava eu numa quermesse quano vi Maria Luciovaneida, morena bonita de mais, pernona redonda como tora de carnaúba, e seus zói se faiscava pra mim, fiquei todo moleque pro lado dela, mas num dei in cima dela logo, não... fiquei na min-a que é pra mulé sabê que o homi aqui num tá a pirigo.
Chamei Bronilha, mulhé formosa, branca de cabelo amarelo, formosona, e fumo dançá. Uma, duas e trêis dança. Rebolava Bronilha pro lado, virava carrapeta cum ela, num saía do ritmo, e as vez incostava meu corpo naquele corpão. Luciovaneida só vendo e dançano parada, como se tivesse alugado aqueles dois mosaico do salão onde ficava arvorado os pé dela.
Chamei uma pitu, pra calibrar a temperatura e o ritmo, aí pronto virei sensação no salão do Arquibaldo. Naquela noite dancei com Marcelina, com Ritantônia, com as gêmea Adriosvalda e Osvaldriana, e até com Santinha (que adispois do seu aniversáro daquele ano arresolveu ser frêra, mais isso é uma ôtra história, que conto num ôtro dia).
Quano deu umas duazora da madrugada pensei, agora ta na hora de pará de dançá e se agarrá um pôco, que é já que a festacaba e num sô homi de saí de festa sozin.
Aí cheguei perto da Luciovaneida:
- A minina num qué dançá uma comigo?
- Num sei dançá não, mas vi que cê dança munito...
- Se ocê quizé pósso lhinciná uns pacin...
- Hoje não, eu queria ficá era de prosa cum ocê...
- Eu não, eu quéro ficá de bêjo, prosa a gente dêxa pros amigo...
Ela riu... ôche que riso mais porreta de uma égua... paxônei...
Saimo dali, fumo pruma mesa assentá, e fica veno os casá dançano e passano... tomamo umas canin-a, ela começô a ríi, pronto era só invisti...
Saimo da festa e fumo prum cafôfo ficá mais a vontade e fazê uma insculhambaçãozin-a, que todo fi-de-deus tem suas hora de fi-do-capeta...
Aí cumeçô aquela agarração, aqueles chêro no cangote, aquela apalpação que inmté parecia que tava dando busca-de-arma, e o negóço foi ficano bom, e bom, e miórando... deitamo e a égua da Luciovaneida pidiu pra fazê cachorrin-o...
- Arre égua, que diacho é isso! - perguntei, mas dipois fiquei sabeno que estas côsas de amô carnal tem nomezinho safado.
Ela fico como cachorrin e o negóço rolô de todo jêto... pense numa noite boa, mas o árco me pegô e capotei, durmi mermo.
Quano acordei, vixe-meu-deus-mí-a-nossa-sin-óra... tumei um baita susto... a Luciovaneida era um macho que tava durmino nu de meu lado... aí é que o negóço ficô ruim, insprico:
Invês de eu mandá ele íi simbóra e interra o assunto, gritei com o cabra e butei ele pra corrê lá de casa... aí todo muno viu o Luciovaneida saí nu de min-a casa, e sobéro que durmimo junto... arre égua, a vergoin-a foi tão grande que fuisimbóra de Lagoa de Dentro e inté hoje, nunca mais pisei nas terra do pPiauí, cum vergôin-a do acontecido.

5 comentários:

Mari disse...

kkkkkkkkkk
Viu?O Talicio dando uma de Ronaldo..rs
É a danada da cachaça..rs

abraço

Van disse...

LucioVANeida?????
Aff! Não use meu nome em VAN!
Ops, em vão!

José Luiz Nascimento disse...

Mas,cabra,será que na hora do "dando busca-de-arma"...vosmicê não sentiu o instrumento???
Melhor ter ficado com a Santinha..rsrs.(e não deixe de nos contar essa história!!)
Bom..muito bom!

Vênus disse...

Oi,querido
Maria Luciovaneida???? errou feio,hein!!rsrsrs


Desculpe o sumiço,mas estive dodói...agora estou melhor!1

bjs

giselly disse...

kkkkkkkkkkkk!Essas histórias do Talício é dicunfoça pense num cabra !!!!Adorei bjos querido