terça-feira, 17 de junho de 2008
e o quico? e o quicotenho com isso?
Ao estudarem múmias de alguns faraós descobriu-se sêmen em seus ânus - ou seja, uns faraós eram padeiros (gostavam de queimar as rosquinhas), inclusive o Tut - mas eu pergunto: e o quico? e o quicôtenho com isso?
Talício na Serra Pelada
Mer Deus do céu... a gente vê cada côsa nexe mundo chegaté sinspanta. E óia que eu num sô homi di-mi-sispantá cum quarqué côsa! Sô macho e num têin-o medo de sombração, vizage, arma-dôtro-mundo nem fera feroz.
Na década dos setenta, fui chamado por Ambrógilo pra currida do ôro in Serra Pelada. Num contêi cunversa, se mandamo uns quinze home lá de nosso véi rincão natal pras banda do Pará.
No camin, subiru mais de vinte na geringonça daquele camin-ão, nós tudo com aquele zói faiscano com vontade de achá ôro, preda priciosa, e vortá rico - fazena, gado, cumida boa era o que a gente sabia que ía tê quano vortasse pra casa.
Cada um deu um xêro in sua maria, in sua rosa, in seus barrigudin e fumu tentá a sorte.
Cinco anus infeliz, passei naquela terra isquicida por Nosso Sin-ô. Passamo fome, febre, chuva e inxurrada, Vimo colegas nosso morreno nos dislizamento de terra, ôtros seno esfaqueado por causa de uma pedrinha-merda-de-ôro... a gente ali num valia nada, a gente era só um monte de furmiga-humana no maió furmiguêro da terra.
Lá num pudia tê mulé, que era pra gente num se matá pelos carin-o das moça-dama; bibida tumém era proibido, mas agente sempre arrumava um jêto de tomá umas pinga.
Um dia de sábado, 14 do mês, amain-e-ceu morto, todo rasgado e arranhado, o Jorgino, capataz de seu Renilôncio (o home que nos dava mercúro, ferramenta e ôtras burundanga pra gente pagá quano achasse ôro).
Jorgino tava tôdo arrain-a-do de zunha: "é uma fera da mata", logo todo mundo sabia. De noite a gente inscutô uns cachorro uivano pra lua redondazona, mas num ligamo. No domingo de main-ã, incontramo Sergiovam todo rasgado, ingual Jorgino. Sergiovam era quem trazia pinga pra nóis...
Mas como tin-a chuvido de noite, a gente viu umas pegada instrân-ia, paricia de home, paricia de bicho...
"- Ai meu-deus-do-céu-minha-nossa-sin-óra, só pode ser lubizome!!" Gritô assustado Leocádio, uma home-mulé que namorava cuns servergonin de Caicó.
Cumeçô o ribuliço, o dixe-me-dixe, o pânico - di noite ninguém durmiu, cum medo e insperano o tár do lobizome aparicê. Ele num vêio, mais na seguna de main-a cedo incontraru quatro corpo, dos Andrade de Sousa, que vieru de Mato-Grosso nas primêra leva de gente.
A puliça já num sabia o que fazê, já tavum pensano im fechá o garimpo - todo mundo era suspeito, e todo mundo tava cum medo de sê a próxima vítima.
Naquela noite de segunda pra terça fêra eu durmi na cidade, e quano vin-a na terça de main-â-zin-a pro garimpo, de longe avistêi um cabra tirano uns sapato instranho que tin-a uma garra de fora da butina pra dexá marca de pé de fera - num cuntei cunversa, arrudiei por distrás do fin-duma-égua e dei-lhe uma paulada cum tanta força que a tóra se quebrô, o cabra ficô mei zonzo e eu fiquei morto de sustado, ele num caiu, se disincurvô e ficô di pé.
Nunca vi um cabra tão alto, nem com um tronco tão forte. Ele me agarrô pelas camisa que me tirô do chão, eu puxei minha faquin-a e rasguei a camisa na frente soltano os butão e eu caindo pela camisa, dexano a camisa na mão dele... quano eu caí infiei a faca no pé dele, que varô e fincô-se no chão.
Lembrei de uma história que meu véi pai tin-a me contado de um tár de Aquiles e passei as faca nos carcanha do bichão que caiu sobre mim gritando de dô.
Nixo, uns cabra viero e me socorrero, levamo o home amarrado.
Na hora do armoço foi que o zocrópto da puliça chegô e levô o gigantão e eu pro hospitár... o quabra me quebrô dua custela quano caiu de sobre de mim...Quano a gente avuava por sobre aquele furmigueral de gente que era a Serra Pelada, eu vi como a gente dá pôco valô pra nossa própria vida - lebrei de minha Veroguisberta, dos meu buchin de verme que eu tin-a em casa, de min-as pranta, da cachaça prosêra nus fim de tarde, no vento frii que faiz in cima da serra, da carma e da tranquilidade que é arma uma rede e deitá no cólo da mulé que eu amava...
Vortêi pra casa cum duas certeza, qui lobisomem num exeste, mas sim homi-lobo; e qui num teim lugar mais mió que aquele em que a gente tem paz.
Ai, ai, ai...
- a Seleção Brasileira não está testando os jogadores, como quase todos os times do mundo fazem, está testando o treinador - que timezinho maisd tacanha esse nosso!!! Yo so quiero ver los platinos socando quatro o cinco gols em nosotros... - não é antipatriotismo não, faço coro com letícia e com Marcos, na repulsa a todos os que acham que o circo é mais importante que aulas
- Bolsa de Valores subiu 500% na Era Lula - isso mostra duas coisas: primeira, que o governo "socialista" que a ex-querda queria implantar era a mó balela, porque o sistema é capitalista mesmo, cada vez mais arraigado, com cada vez mais exploração da mão de obra mal remunerada; e a outra coisa é que nosso Governo, como todos os anteriores, só se preocupam em favorecer aos grandes, pois qualquer ajuda que se dá ao pequeno ou ao médio são com medidas tão ínfimas, que servem mais para "calar a boca" das massas insatisfeitas que realmente pra promover boa qualidade de vida. A Bolsa sobe 500% e a condição vida digna baixou quanto!!! Em que repercute este aumento do lucro da bolsa na vida diária de nossos centenas de miseráveis?
- o Governo quer que a EMENDA 29 da Educação aumente o dinheiro dos Estados para a Educação, quer também ressuscitar a CPMF, nos moldes de CSS, para investir exclusivamente na Saúde (já vimos este filme), lá, vai comentário: o problema não é o valor do que se investe em Educação e em Saúde, e sim, em como se gasta. A CSS só deverá ser aprovada depois do pleito municipal, pois só entrará em vigor mesmo no próximo exercício fiscal!!!
- Lula disse que estamos com uma pequena inflação, mas que isso não prepcupa, pois o Brasil "está perto do paraíso" - bem, o paraíso é o destino dos mortos...
- Ai, ai, ai...
domingo, 15 de junho de 2008
Safira fala de feminilidade política
JFK disse certa vez que se o povo americano elegesse uma mulher à Presidência dos Estados Unidos, jamais elegeria novamente um homem. Dizem os historiadores que Luis XIV teria dito que enquanto as mulheres lutarem com as armas masculinas, nunca terão o poder, mas no dia em que lutarem com as armas femininas, jamais deixarão de governar. As verdadeiras armas femininas não são a sensualidade e a chantagem emocional, tão comumente utilizadas por muitas mulheres. Estes expedientes não nos fortalecem, mas fragilizam e vulgarizam, e criam sobre nós o estereótipo que macula nossa integridade, amor próprio, competência, auto-estima, e lançam por terra todos os discursos sobre objeto-sexual e igualdade de direitos.
Estas pseudo-armas emprestam à imagem feminina o ar de um ser manipulador e fútil, e que usa de subterfúgios os mais baixos e vulgares para conquistas superficiais, financeiras e materiais, em detrimento do que realmente importa, que encontra-se na dimensão das coisas invisíveis.
Hoje, os Estados Unidos estão perdendo a chance de ter sua primeira presidente, daqui há dois anos teremos uma mulher pleiteando a nossa Presidência, também, e, embora eu concorde em parte com Kennedy e com Luis XIV, não acredito que uma pessoa será boa ou má estadista simplesmente pela sua condição de gênero, mas acredito, também, que as armas femininas são socialmente mais eficazes que as masculinas, afinal estamos na condição que estamos, falo como planeta, porque o egoísmo, a violência, a corrupção é que têm sido as marcas dos governos do mundo, inclusive de nosso país.
As armas realmente femininas são a coragem, a abnegação, o amor às crianças, ao futuro e ao ser humano, e o auto-sacrifício pela vida. Pois, nós, mulheres, temos o destemor de enfrentar a mentira e a verdade, mesmo que isso nos cause dores e prejuízos, contanto que a vida e nossas crianças e futuro sejam preservados.
Assim, minhas amigas, lhes convido para pensarmos mais em como fazer da vida um grande desafio à própria vida.
Estas pseudo-armas emprestam à imagem feminina o ar de um ser manipulador e fútil, e que usa de subterfúgios os mais baixos e vulgares para conquistas superficiais, financeiras e materiais, em detrimento do que realmente importa, que encontra-se na dimensão das coisas invisíveis.
Hoje, os Estados Unidos estão perdendo a chance de ter sua primeira presidente, daqui há dois anos teremos uma mulher pleiteando a nossa Presidência, também, e, embora eu concorde em parte com Kennedy e com Luis XIV, não acredito que uma pessoa será boa ou má estadista simplesmente pela sua condição de gênero, mas acredito, também, que as armas femininas são socialmente mais eficazes que as masculinas, afinal estamos na condição que estamos, falo como planeta, porque o egoísmo, a violência, a corrupção é que têm sido as marcas dos governos do mundo, inclusive de nosso país.
As armas realmente femininas são a coragem, a abnegação, o amor às crianças, ao futuro e ao ser humano, e o auto-sacrifício pela vida. Pois, nós, mulheres, temos o destemor de enfrentar a mentira e a verdade, mesmo que isso nos cause dores e prejuízos, contanto que a vida e nossas crianças e futuro sejam preservados.
Assim, minhas amigas, lhes convido para pensarmos mais em como fazer da vida um grande desafio à própria vida.
sábado, 14 de junho de 2008
Conduzindo-nos
Amo ter-te comigo minha amada
que me ilumina e me mostra a estrada
que me conduz suavemente
como se eu te conduzisse,
e nesse ir e irmos
caminhamos juntos procurando meios
de nos eternizar.
Desgostos e desconfortos sentimos
neste momento
de nos conhecermos
contudo
a esperança do amor
nos deixa mais firmes.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Alergia

Meu plantão de quinta=feira foi um doa mais puxados de minha longa vida de enfermeira da emergência.
Houve um tiroteio entre dois grupos rivais na Favela do Quasímodo, e quando a polícia chegou os dois bandos de traficantes se viraram contra a força policial - o hospital da região ficou apinhado de gente, então começaram a enviar alguns de seus feridos para os outros hospitais.
Quando entrei no plantão, às 18 horas, do estacionamento, onde coloquei meu carrinho zerinho que só tinha dois dias de dervirginado (lindo, meu fofinho), já dava pra perceber o caos.
Quase que eu me benzia, tomava banho de pimenta, andava sobre brasa viva, entrava no mar de costas - mas como sou cética, nem "ai meu deus" eu disse, só respirei fundo e fui lá: Coragem menina, quem já enfrentou o quevocê enfrentou pode encarar essa sem medo!
Quando faltavam uns dez minutos pra meia noite, ouvi o silêncio pela primeira vez naquela noite - consegui entrar no banheiro e fazer o xixi mais delicioso de minha vida. Mas quando deu duas horas, os corredores estavam limpos, o silêncio da madrugada começou a se misturar com o frio da leve geada que iniciava, aí pensei: Um banho, um bom e demorado banho, um café bem quentinho e doce e um cochilo de 15 minutos, hoje fiz valer meu salário do ano todo.
Mas como alegria de pobre dura bem poquinho, a ambulância chegou com um paciente ferido à bala.
Jovem, bonito e forte, o rapaz estava lúcido e nos contou que fora alvejado por um marido ciumento.
Nas aferições iniciais, medimos sua PA, temperatura, verificamos se era diabético, hipertenso, aquelas coisas de praxe, até que lhe perguntei:
- Você possui alguma alergia?
- Sim, doutora - sou alérgico a bala.
Eu não pude me conter e soltei uma grande e ruidosa gargalhada.
Ouvido de tuberculoso
Quem trabalha na saúde sabe bem o porquê desta expressão.Nesta última semana, em que estou enfermo e acamado - o negócio foi forte - eu ficava com os olhos lacrados com compressas, TV desligada, o mó silêncio... como nossa audição é poderosa!! pasmei!
Eu ouvia passos, insetos... veículos... tudo tããããão distante, mas audível e compreensível.
Pena que nestes dias, que ainda não se acabaram, minha conscência não me acusou de nenhum erro - isso me deixou preocupado, porque ou sou tão perfeito que nada condene ou pese minha consciência, ou estou tão mau que minha consciência está cauterizada e não consegue mais me convencer de nada...
Obrigado, amigos e amigas, pelos votos de recuperação... logo logo volto com tudo!
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Ai, ai, ai...

Eu não pude deixar postar:
- No RS o aeroporto, aviões nem açam vôo nem aterrisam, aí o pessoal reclama - Cambada, o que é pior, atrasar um pouco o vôo por questão de segurança ou arriscar-se vidas permitindo vôos sem teto? O pessoal quer é reclamar, mesmo
- Em Recife, o Galo da Madrgada está de luto, devido a morte de um de seus fundadores

- Duas "corridas malucas" ontem: a da F1, no Canadá, e a corrida maluca de Fortaleza... tudo muito divertido
sábado, 7 de junho de 2008
Incerteza
O ruim de aguardar não é a espera
é a incerteza.
Como ter certeza
se minha vida é tão cheia
repleta de surpresas?...
grande parte más...
Nunca tenho paz,
sempre tensão
sempre amar errado
sempre esperar quem não vem,
ou vem,
mas nesse esperar
esse esperar não me dá certeza
Sofro aguardando, querendo um sim
só tenho talvezes,
mesmo que sejam sim no final.
durante toda a espera, talvez.
Ter-te, enfim, comigo é o sonho,
aguardar-te é o cochilo,
a ânsia,
a falta,
a dor-de-cabeça,
a incerteza.
Venham curtir a Rádio Camanducaia, vocês vão se divertir... é só ir clicando no comércios que carrega a faz o anúncio...
Tô de molho em casa com uma conjuntivite, mas rindo a beça.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Amor na Estrada
Ela pedia carona. Saia justa e curta expunha as pernas brancas mais bonitas que já vi, de longe eu a avistava, e meu velho carro se aproximava. Em minha frente íam duas 4x4, pensei: "ela pegará carona com eles", engano, pedira que eu parasse...
Seios firmes, olhar penetrante de "foda-me, please" e que boca... entrou no carro:- Pra onde você está indo? -perguntei gentilmente
- Para a lua, riu... pronto, eu já estava enfeitiçado... um cd de músicas de diversos estilos tocava e começamos a conversar sutilmente sobre assuntos banais, ela sempre sorrindo pegou em minha coxa e a apertou... senti-me viril e ela percebeu.
Sem dizer palavra, levantou sua minúscula saia e tirou a calcinha que a incomodava e a lançou pela janela... eu ficando mais viril... ela passou o dedo em seu sexo e com a umidade que vem de lá, passoua-o em minha boca... delícia de sabor feminino...
Ela começou a me alisar o membro cada vez mais ereto, abriu minha braguilha e me expôs, não impus resistência ao sexo oral que ela iniciava...
Ela virou-se para mim, colocou os joelhos sobre sua poltrona e enquanto me segurava com uma mão, com a outra alisava-se e gemia enquanto lambia-me, mordia-me e sugava-me...
Controlei-me para não perder o controle da direção, que sintia oscilar, aliviei o pé do acelerador para corrermos menos riscos... a música, os gemidos, os movimentos, a noite, os espasmos do orgasmo que vinha, mas me segurei: agora não!
As serras, a lua, as nuvens, lá embaixo o mar... vi uma picada à direita, entrei...
Cedi-lhe meus beijos, afagos, carinhos e carícias, tirei-lhe o decotado top branco que usava, ela me rasgou a camisa vermelha que eu vestia... saímos do carro...
Dispiu-me também, ela esganchou-se em mim e a penetrei, áááhhh... com ela sobre mim levei-a ao capô traseiro de meu sedan, ela saiu de mim e subiu a capota, subi também e deitei-me sobre e dentro dela.
Ela saíra debaixo e sentara sobre mim, em movimentos e fluxos, seios balançantes, cabelos ao vento, gritos, face ficando quente e vermelha, a lua por trás, a lua por trás, a lua, a lua, a lu, a lu, a, a, a, aaaaaaa lu-a por trás... seu corpo quente e suado naquela noite fria deitou-se sobre o meu... rendemo-nos uns vinte minutos ao cansaço.
Nos levantamos, nos vestimos e voltamos ao carro...
Retomei a estrada e segui nosso caminho, ela estava agora com um lindo riso em seu rosto, e eu com um riso cúmplice... ela reiniciou as carícias em mim, e recomeçara a oralização do sexo... quis me conter, mas preferi sentir orgasmo em sua boca, e quando estava no meu gozo mais extremo, ela abriu a porta atrás de si com os pés, afastou-se de mim e disse-me:
- Tchau meu anjo... e saltou do carro... Eu a vi subindo e indo, voando à frente do carro... hipnotizado olhei para ela e não percebi a curva...
Meu carro voou no despenhadeiro para o mar, enquanto me afogava a vi subindo à lua... por isso que lhes disse, meus Anjos, que morri de prazer...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Talício conta Santinha

Quano eu inda morava no Piauí, cunheci Maria dos Santos, que todo mundo chamava Santin-a.
Mas todo mundo chamava e ela vin-a. Vin-a e se dava bem, mas dava bem mermo.
Procês terem uma idéia, ela era uma boa moça, de famíia. Seu pai era o jardinêro do fóru e sua mãe era copêra na iscola e ela era uma das minina que a gente achava das mais bunita.
Hilderôncio foi seu primêro namorado quano ela tin-a treze anos. Ricardoberto foi o segundo, êta paxão lôca, ela quase que amaluqueceu... mas asdispôis que a dô passô, ela reconstruiu sua vida. Aí veio uma fila inorme: Rogerildo, Albertolúcio, Bernardonildo, Jean Pierrildo... aí ela quis sê mulé...
Nesse tempo ela namorava o Bernardonildo que tin-a o maió respeito pela moça, mas ele num sabia que o maior disrespeito para uma mulher é respeita-la demais.
Cumu ela quiria semvergonice mermo, cumeço a sincontrá com o Pierrildo... esse era boa pinta, bunitão, sorridente, atileta, e muito brincalhão.Mas todo mundo chamava e ela vin-a. Vin-a e se dava bem, mas dava bem mermo.
Procês terem uma idéia, ela era uma boa moça, de famíia. Seu pai era o jardinêro do fóru e sua mãe era copêra na iscola e ela era uma das minina que a gente achava das mais bunita.
Hilderôncio foi seu primêro namorado quano ela tin-a treze anos. Ricardoberto foi o segundo, êta paxão lôca, ela quase que amaluqueceu... mas asdispôis que a dô passô, ela reconstruiu sua vida. Aí veio uma fila inorme: Rogerildo, Albertolúcio, Bernardonildo, Jean Pierrildo... aí ela quis sê mulé...
Nesse tempo ela namorava o Bernardonildo que tin-a o maió respeito pela moça, mas ele num sabia que o maior disrespeito para uma mulher é respeita-la demais.
Pierrildo já tin-a morado com uma coroa na vila do Tico-tico, era experiente embora novo. Aí,
pra alcançá a intimidade com Santin-a foi fácin facin...
Logo eram amantes, até Bernardonildo discubrii, aí foi feia a briga...
Bernardonildo deu uns tapa na Santin-a e uns murro no Pierrildo... mas eles nem ligarum, afinal sintirum foi alívio, purquê agora pudiam namorar abertamente.
Mas Pierrildo tin-a um grande defeito: era pabulador!
Saía contano pra todo muno o que fazia com a Santin-a, ele sisqueceu que quem come calado come duas vez - Santin-a ficô falada no arraiá e jurô que nunca mais ia namorá, qual o quê... mudô-se pra morá numas casa de famíia na cidade grane e lá se perdeu de vez...
Homi, mulé, portêro de prédio, intregadô de gás, puliça, ôtras impregada... dava mais que maracujá... até que num dia pegô um isquentamento e ôtras duença da rua.
Vortô pro arraiá e ficô sem namorá mais ninguém...
Nessa tár de abstenção, Santin-a coin-e-cêu Ritágela, morena formosa que contrastava com sua pelin-a branca, seios grandes e seios pequenos, mulherão e pequerrucha... cumeçarum a namorá. Santin-a se paxonô por Ritágela... mas um tio da Santin-a não gostô da história da subrin-a sapatão, intonce marcô um farso incontro da Santin-a com a Ritágela, e, de tocaia, matô a namorada da subrin-a.
Santin-a entrô em pânico e resolveu sê frêra.
Foi pra sua úrtima festa num mês de maio, asdispôs entrou no convento.
Inda ontonte, cunheci uma frêra, a Irmã Osvalderina, que me dixe que Santin-a morreu há cinco ano, mas que era muito quirida pelas irmãs mais velha.
Ela era a frêra responsávi pelas iniciante e pelas noviça...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Emprego: oferece-se
Estamos contratando pessoa sem experiência, pode ser cego, aleijado, ter paralisia cerebral ou demência, esquizofrenia ou qualquer patologia que o impessa ver, andar ou pensar.
Pode ser preguiçoso e dorminhoco, pode levar um colchonete para dormir no emprego ou viver embriagado (drogado não, porque é ilegal).
Vantagens: viagens, fama, patrocínio e dinheiro
Justificativa: com 32 gols pró em três partidas, e nenhum gol contra (12x0, 9x0, 11x0), no Grand Prix de Futesal em Fortaleza, Seleção Brasileira comprova a veracidade das pesquisas realizadas por grandes Institutos Científicos que dizem que a profissão mais desnecessária no mundo atualmente é a de Goleiro de Futesol da Seleção Brasileira
Função: Goleiro da Seleção Brasileira de Futesal
Riscos: morrer de tédio na pequena área
Safira fala de bigamia
Estive passeando pelas páginas bíblicas e achei um caso de bigamia que me chamou muito a atenção. Não, não se preocupem que não vou entrar nessa de condenar os costumes do povo do tempo bíblico, eram outros tempo, outra nação, outra realidade...Bem, primeiro vou narrar rapidamente a história, depois comento:
"Jacó encontrou Raquel e se apaixonou por ela, pediu-a em casamento. O pai dela, para consentir no casamento fez uma exigência: Jacó trabalharia para ele por sete anos. Passados os sete anos, Jacó foi enrolado pelo sogro que deu-lhe por esposa a caolha Lia (ou Léia), com a desculpa que não é costume a mais nova casar antes da mais velha. Jacó então se propôs trabalhar mais sete anos pela mão de Raquel, contudo casaria logo e passaria os sete anos trabalhando. Feito o acordo, Jacó tinha duas esposas, mas pela ironia do destino, brincadeira de Deus, azar ou sei lá o quê, Raquel era estéril. Assim Lia deu a Jacó 6 filhos e uma filha. Raquel tomou sua escrava e deu pra Jacó ter um filho com ela (pensando se a ecrava é minha, sua cria tambem será), Jacó topou e ó: dois filhos da escrava; Lia, viu que Jacó queria era furunfar e deu a ele sua escrava também e, pimba, mais dois filhos. Aí Raquel pariu também, primeiro José e depois, Benjamim. Raquel morreu no parto de seu segundo filho."
Muitos leitores bíblicos entendem que Raquel representa a mulher-carne, desejo do homem e Lia como a representação da proposta-de-Deus, pois ela teve como número de filhos a soma dos filhos da irmã e das escravas, e porque é da linhagem de Lia que vem Jesus, que era da tribo de Judá (segundo filho de Lia).
Pensemos quanto estas irmãs-mulheres tiveram que se aturar, quantas rixas, quantas queixas, quantos queixumes a Jacó, quantas brigas e ameaças, o negócio foi ma baixaria tamanha, que uma irmã pagava pra outra:
- Mana hoje tô doida por uma noitadazinha com Jacó, quanto vc quer pra eu...
- Tanto...
- Ok
É, minhas amigas, as duas viraram cafetinas e freguesas para o uso de Jacó, o pau-de-mel. Até s mandrágoras (que elas consideravam afrodisíacas e fertilizantes) eram negociadas entre elas. Mas (sempre tem um mas)... Raquel roubou as estatuetas de seu pai, no di em que iriam mudar-se para as terras do pai de Jacó.
Furioso, o sogro de Jacó partiu ao seu encontro:
- PQP cara, como é que você, além de levar minhas filhas embora, ainda rouba meus ídolos?!
- Roubar, eu!? - aí Jacó amaldiçoou Raquel - Que Deus me julgue, e morra prematuramente quem tenha te roubado os ídolos!
O velho, muito chateado saiu procurando as estatuas sem nada achar, quando chega para Raquel, ela sentara-se sobre os ídolos dentro de um alforge:
- Pai, tô menstruada e ainda não inventaram absorventes, nem calcinhas, então se eu levantar vai ser aquele vexame...
- Ok, filha!
Ainda jovem, cerca de 25 anos, Raquel ao parir Benjamim, morre. A mulher era tão sórdida que morrendo diz que seu filho deve ser chamado de Benoni (filho de minha dor - ou filho de minha morte)... imagine ele levar a culpa da morte de sua mãe no nome...
Jacó deu-lhe o nome de Benjamim (filho de minha maturidade, ou velhice), pois lhe seria o último filho.
Depois da morte de Raquel, saem do cenário bíblico Lia e as duas escravas...
Hoje, somos tão donas de nossos homens que, sabendo levar, comem bem miudinho em nossas mãos, basta deixar que eles pensem que estão decidindo. Como foi com elas...
Devemos brigar com eles? sim, mas sempre estar disposta a perdoar, lembrando que estar disposta a perdoar, não quer dizer perdoar, mas deixá-lo saber que podemos perdoá-los se... e aí barganhamos o que queremos...
Passados alguns dias, se eles não aprontarem outras, desenterramos o erro do passado para coagi-los, para que se sintam na defensiva, e possamos barganhar novamente atenção, carinho, saídas, genilezas, uma viagem à praia, uma hiper qualquer coisa...
Temos algumas vantagens, que eles não me leiam, que fazem toda a diferença: nossa voz, que amacia facilmente e comove o coração masculino mais duro; o diabo da virilha, que faz com que o homem morra ou mate por ele, que o deseje sempre, que o persiga e o use, sempre que nós queremos, porque temos as enxaquecas, as indisposições femininas; e a maior vantagem, menstruamos e sentimos cólicas, mesmo quando não sentimos.
Vocês já viram a carinha de bom moço quando nos contorcemos de cólica? Não é lindo senti-los tão assim, assim... domados?
Em certa época do mês estamos frágil, chorona, dengosa - tudo o que queremos é um homem gentil, dócil, carinhoso; noutra fase, estamos zangadas, arredias, violentas, e precisamos de um homem que decida, que seja macho, que nos olhe com ar de comando, mesmo sabendo que a palavra final é sempre nossa; noutro momento, queremos tudo e precisamos de um tarado, um poderoso macho-da-raça-humana que nos domine e nos possua n vezes no dia; e outras vezes queremos ficar só, não queremos nada de nada. Mas a todo momento queremos que ele adivinhe em que fase estamos e supra nossas carências, senão eles serão rotulados de incompreensíveis, insensíveis, brutos, bananas...
Lia e Raquel bem sabiam disso, que conseguiram manter a relação com Jacó estressando-o sempre para tê-lo à mão, mas dando a ele a certeza que ele é que queria fazer a vontade delas.
sábado, 31 de maio de 2008
A vida de Sergiolêncio
Núvens
céu
azul
vento
ar
ar
ar
Pássaro
pedra
montanha
pico
dor
ar
ar
ar
Núvem
saudade
riso
beijo
abraço
deuses
demônios
suor
amor
vento
ar
ar
ar
Beijo
saída
viagem
avião
passagem
passagem
táxi
casa
passagem
quarto
gemidos
gritos
suspiros
gritos
gemidos
amante
amigo
traição
pressa
revólver
sexo
gemidos
gritinhos
disparos
fumaça
sangue
silêncio
morte
passagem
táxi
avião
ar
ar
ar
Lembrança
saudade
lágrima
ódio
núvem
altura
vôo
ar
ar
ááááhhh
Pára-quedas
telefonema
latrocídio
riso...
alívio
sexta-feira, 30 de maio de 2008
A indústria da pesca
Praia, sol, areia e um passeio descomprometido me pregaram uma peça.
Eu caminhava pela praia, quando vi um certo senhor, 25 anos, deitado numa rede amarrada nos tronco de dois coqueiros:
- Bom dia, meu amigo.
- Hum... bom dia, doutor!
- São oito e meia da manhã de uma quarta-feira e você aí, deitado, numa rede!!?
- Pois é, né... a sombra é boa, o vento do mar...
- Você trabalh com o quê?
- Sou pescador.
- E fica aí, deitado, numa hora dessas?
- Pois é, né doutor... eu saio pro mar às cinco horas, volto às oito, vendo minha pesca, pago o aluguel do barco eas compras na bodega, aí venho deitar...
- E quanto você apura numa pescaria dessas?
- Bem, hoje eu vendi meus peies por cem reais... depois que paguei o frete, a bodega e comprei as coisas de casa, ainda sobrou trinta reais...
- Veja só... você apurou cem reais em três horas de trabalho... se você voltar pro mar, vai apurar duzentos reais por dia... se trabalhar de segunda à sexta, dá mil reais por semana, mais ou menos quatro mil por mês... se você ecnomizar a metade, em dez meses você tem vinte mil e compra seu barco... vai lucrar mais porque não precisa pagar o frete, com mais dez meses outro barco, e assim em quatro anos você terá cinco barcos e pode fretar todos eles, sem nem precisar ir pro mar vai ganhar um bom dinheiro e aí pode comprar casas e alugar...
- É... mesmo... mas pra quê tanto trabalho?
- Pra investir no futuro...
- Pra quê se vivo no presente?
- Pra quando chegar na velhice, aposentar e descansar...
- Mas eu sou novo e já tô descansando... meu amigo, doutor, a gente precisa de bem pouca coisa pra viver bem, quanto mais coisas você procurar pra você, menos paz tera e curtirá menos a própria vida
Virou-se pro lado, e dormiu... e eu segui pensando que tenho que levar a ganância que tenho menos a sério.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Meiassim
Ando meiassim seim sabê onde ficá,
num sei se vorto pra casa
num sei se me poin-o a vuá...
num sei pra quê tanta istrada
que leva a nin-um lugá
num sei pra quê tanta gente
pra gente num con-in-ecê
nem pra quê tanta lágrima pra gente nunca chorá...
Ando meiassim cun vontade de ficá
bein quietin drento de mim
que é pra eu num minspantá
cuas coisa que vô vê naquele ôtro arraiá
qui se chama de cidade
e que leva a gente toda
a tê
baita vontade de vortá.
Queruma vida quieta
sem asfarto, treim ou moto,
que num veja ôinbus nin-úm
nem vião, nem o zocrópto...
quero vê o sol nascendo por trás do jacarandá
e de noitin-a siscondeno no fundo do lago, lááá
onde pego meus peixin prum armoço de fartá...
quero orvi o vento mexeno as fôia do coqueirá
o chêro gostoso dos bicho lá drento do véi currá
e aquele bolo-di-míi gostoso só de pensá
cum um cafézin moído no arpendre do quintá...
Ah como quero o balançá da rede cu-uns grilo a grigrilá,
veno as maripôsa anunciando o chuvará
e senti os braço gostoso da pessoa mais ispiciá
vino divagar, meloso, abraçá, beijá, niná
como se eu fosse criança
pra do seu cólo quentin-o eu nunca me afastá!
- II -
Êta prédio disgracêra onde fui me arranchá,
aqui só só un-as tranquêra, nem nome tein-o nesse lugá
só me chamum de caipira
olham pra mim de soslái
mas quano viajum de féria e vêin pro meu rincão
são ricibido bunito, cum riso, cumida e prazer
purque cada um nessa terra só dá o que tem in ocê...
Êta disgraça dusinferno
aqui é tudo disgraça,
gente cumeno gente numa ambição taman-i-a
quinté parece os jacaré atacano garça cum fome,
o egoísmo aqui reina
e em tudo que é grande cidade
só olham prus-seus-zumbigo
e sisquecem que são gente
neste mundo disgraçado.
- III -
Áh que saudade que eu tenho
das noite no arraiá,
das quermesse, das novena, das prosa, das carçada,
dos riso sem cumpromisso
das moça ino e vino, dos rapáiz só a zói-á
e dos pai das moça de longe
veno quem vai singraçá...
da vida simples que um dia Bandeira achô de chamá
de "vida besta", mas gostosa no meio dos laranja...
a vida lenta e cherosa
dos tempo que num vai vortá
mas que nunca foissimbora
purque de tudo o que há
pra min-a mente cabôca
pudê se alembrá,
é dessa vida simpres dos cumpade
das amizade
dos respeito e divisão
que eu gosto de pensá.
Ai que sardade taman-in-a
será vô vivê pra um dia
essa sardade matá?
Ô essa sardade um dia
me mata de tanto chorá!
- IV -
E a lua carinhosa, desceu um pouco esta noite
e calma, risonha e marota deixou um anjo apear
que veio devagarinho, à esteira de talício
e deu-lhe um beijo na testa enquanto ele dormia...
ele sonhou caprichoso que um dia voltaria pra casa
e o anjo levou o velho
pra visitar todas as terras e rever as pessoas
só para lhe consolar...
e a viola caiu do cólo,
a baba caiu da boca,
o corpo caiu na esteira
devido tanta canseira.
E quando talício acordou
via-se de novo menino
alegre, traquino e feliz,
juntou seus panos de bunda
e disse:
- V -
Não me confunda ó cidade,
tá na hora d'eu vortá
pro lugar em que deixei o meu coração,
a terra natá,
obrigado São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus,
obrigado Belo-Horizonte, Fortaleza e Natal,
Florianópolis, Porto-Alegre, Brasília,
Aracaju e Recife, Macapá e Porto-Velho,
Rio Branco e Boa Vista,
Palmas e Cuiabá,
estô grato a ti também Vitória e Salvador,
Goiânia, Manaus, Curitiba, João Pessoa, Maceió,
Campo Grande, Teresina e meu gostoso São Luis,
por receber todo dia
milhões de Talícios que vêem de todo lugar
dividino o coração ao mêi,
e cum essas viage tôda aprendi uma côsa
que levo no peito guardado
e pra todo mundo insino:
viver é nosso distino, e se gostamos dum lugar
mais que de ôtro é disatino
purquê o certo é saber que somo cidadão du mundo
somo cosmopolita
e im tudo lugar que habita
um ser humano, intão,
é lugar pra si amá
e a todos respeitá,
purque nossa terrin-a tumém
tá recebeno gente nexe exato momento
que vem de longe.
domingo, 25 de maio de 2008
Talício e o amigo suicídio
Tein vez que a gente num pode fazê as coisa que quer porque num pode fazê. Eu sempre sôbe que num se pode tomá leite com manga, nem toma bain-o assim que acorda, nem cumê fejão de noite, ô tumá bain-o asdispôis de tumá café, todas essa coisa pode matá.
Aí me disserum que num erassim, que isso era história furada e mito.
Eu tin-a um amigo que se chamava Elderôncio, ele era mei fraco de juízo e vivia se paxonando. Paxonô por sua fessôra de religião, pela namorada do irmão dele e até pelas mulé que via na televisão. Mas nada comparado ao que sentia por Ritalurde.
Ele sincontro cum ela, se paxonô e cumeço a namorá.
Bejim-bejim, agarra-agarra, alisamento e pimba... cama!
O homi só falava nela. A gente ía pescá, e ele falano nela; se a gente viajava, ah meu Deus, só falava nela, inté nos carteado, no trabái, im tudo que é canto, só falava na Ritalurde... o que ela fêiz, o que ela dixe, o que ela pensa, o que ela num fêiz... dava pra ficá retado de raivoso cum tanto elogio prela.
Mas coração de mulé ninguém intende... ela cumeço a gostar de Jeorjidolêncio. E dexô meu amigo Elderôncio mais triste que cachorro que cai de mudança, mas acabrunhado que noive menstruada na noite de nupcia, mais isquisito que frêra grávida.
A tristeza foi bateno forte no coração de Elderôncio, ele foi si deprimindo e decidiu por fim nesta tristeza, ía se matar.
Numa noite bem iscura resorve íi pro açude se afoga... aí quano chegô na bêra dágua e colocô o primêro pé na água, deu um berro:
- Valha meu Deus que água fria - e cumeçô a entrá na água quano parô e saiu correndo da água:
- Valjameudeus minhanossasenhora... posso mergula na água não, terminei de tomá café quente.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Safira se compadece
Desde os meus dez anos que percebo a existência do macho da raça humana, esse ser ignóbio, egoísta e que só pensa em prazeres imediatos - coitado!Quando crianças, nós brincamos de bonecas, de casas, de designer de modas; exercemos profissões de professora, médica, veterinária, cozinheira, donas de restaurantes, além, claro, de termos as atividades costumeiras de mãe, esposa, dona de casa... passamos nossa infância aprendendo a gerenciar recursos, tempo e as vidas que nos cercam. Desde nossa infância aprendemos a administrar tudo, e quando crescemos continuamos administrando nossas vidas profissionais, conjugais e maternas.
Já, os homens, não, estas pobres criaturas injustiçadas e fracas. Sua infância se resume em brincar de carro, bola, brigas ou comer. Quando adultos continuam jogando, dirigindo carros, brigando e comendo.
Quando nos vemos com problemas, nos fechamos em nós mesmas à procura de soluções. Quando muito, procuramos amigas para juntas pensarmos.
Eles, quando enfrentam problemas, saem, vão à busca de lazer ou comida, para fugir dos problemas. Mas quando ficam mais velhos, maduros, aí mostram sua capacidade armazenada.
Eu não gostaria de ser homem.
A sociedade exige que todo homem maduro seja bem sucedido em sua carreira - se aos 40 ele não tiver um carro do ano ou for um dos melhores na empresa, as mulheres o consideram fraco, ou fracassado.
Têm que ser compreensivos, afinal não têm TPM; é necessário que ame a sogra, cunhados e as piadas indiscretas e preconceituosas do sogro. Tem que aguentar com carinho aos filhos da mulher, e aos seus bichinhos domésticos. Nao pode deixar faltar nenhum dos bens essenciais à casa, como a máquina de lavar, a TV de plasma, os milhares de modelos de multiprocessadores de alimento, o forno microondas.
E além de tudo têm que ser atleta sexual. Nós podemos dizer que estamos cansadas, com dores de cabeça, indispostas ou simplesmente sem vontade, mas vá um homem dizer pra sua namorada, noiva, amante, esposa ou ficante que não tá a fim... ele corre o risco de no dia seguinte estar sendo o assunto entre sua mulher e as amigas dela.
Assim, o machismo imposto nas sociedades por tantos séculos deixou uma seqüela aos machos: as cobranças a eles de tudo o que eles sempre se vangloriavam de fazer e ser. (há há há há há)
Ai, ai, ai...
- Gordon Brown, Primeiro Ministro Britânico, às vésperas da eleição do Parlamento Inglês fez defesa clara e aberta às pesquisas com embriões humanos, dizendo que tais pesquisas podem salvar muitas vidas - as questões que abordam o tema são sempre muito pertinentes: o que determina ser ou não uma vida é o fato da concepção ter sido feita in vitro ou não (e as inseminações artificiais são o quê)? se achamos conveniente milhares de pessoas morrerem numa guerra para defender interesses que (na maioria das vezes) nem sabe quais são, não seria justo 'sacrificar' embriões criados em laboratório para que se erradiquem doenças epidêmicas? até onde é justo e ético matar em nome da vida?
- Bin Laden pediu ao povo palestino que lute contra o bloqueio à Gaza - ô novela velha e sem fim essa guerra dos filhos de Abraão... briga de família é coisa que não acaba nunca, mas economicamente é viável para os fornecedores de armas, de mantimentos e para aqueles que gostam de posar pro mundo como pessoas que querem promover a paz mundial...
- a União terá um aumento recorde na arrecadação de impostos neste ano, estima-se algo em torno de R$ 15 bilhões a mais do esperado - aí o Governo vem falar em criar um imposto pra ajudar na saúde... será que as diversas pastas não se comunicam entre si? se uma solto fogos porque terá arrecadação recorde, outra solta láqrimas porque o dinheiro não vai dar pra suprir o essencial que é a saúde... - vá entender!!
- José Aparecido Nunes (aquele que está com o pescoço na guilhotina no momento), confesso da quebra de sigilo funcional, protegeu a Ministra Dilma Rousseff [presidenciável], contudo a oposição não acredita na confissão dele - bem, o ônus da prova é do denunciante, então a oposição que se preocupe em provar. Demitido, Aparecido logo estará assumindo algum cargo bem remunerado em algum páço estadual ou municipal do país... é assim que as coisas andam no mundo da política: "aos meus pão, aos seus cão"
- Caça às bruxas - Tarso Genro falou em "punição aos agentes da ditadura" e imediatamente o MP abriu processo contra a União e coronéis da ditadura - como eu leio isso? Populismo: o Governo sabe que um processo desses durará anos, daqui a dois anos fará o maior estardalhaço na imprensa que está punindo os "vilões" da ditadura e a comoção popular estará a seu favor. Quando foi assinada a anistia, o acordo firmado era que nem um lado nem o outro teriam seus militantes perseguidos... mas sempre paira aquela vontade de vingança e revanchismo disfarçados de justiça. Cuidado para que não hajam excessos...
- FHC avaliou o Governo Lula, afirmando que nas áreas da jutsiça, do Ministério Público, da economia e dos programas sociais houve significativo avanço, contudo, disse que a relação do Executivo com o Legislativo piorou - como não piorar! Lembro-me claramente que quando FHC negociava a aprovação de reeleição foi perguntado por um repóorter sobre as denúncias de aprovação de projetos dos senadores e deputados e mais verbas para certos estados em troca da aprovação de sua proposta e em claro e bom Português ele disse: "É assim, que se faz política, toma lá da cá", com esta proposta política era quase impossível haver uma má relação entre os Poderes...
- Ai, ai, ai...
sábado, 17 de maio de 2008
A partida
Partiu hoje para a viagem que a todos aguarda e que não existe quem não a fará uma de minhas primeiras musas e que (embora muitos discordem) escrevia melhor que seu também falecido marido
Bom será se ela estivesse enganada e Deus exista, e ela esteja feliz na grande mansão celestial.
Sou muito grato a ela, embora ao mesmo tempo que ela nem sabia que eu existia, sabia que existem milhares como eu.
Já li muito dela e adorei suas fotos.
Zélia Gattai só não mais fará falta, pela riqueza da obra que compôs e que inspirou.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
O ato

Nos espasmos que teus sussurros me causam
e nos arrepios que tuas mãos me levam
derreto-me secretamente em ti
que se expandes em mim
e te ocupo os espaços
rompendo e invadindo o caminho já preparado
com o tapete vermelho da sangria
escorres para que em ti escorra-me.
Em rompantes frenesis
te possuo, possues a mim,
dores, risos, contrações
indescritivelmente íntimas são as sensações
arfar, arfando, gemendo,
sussurrando coisas initelegíveis
vamos, vimos, não saímos, nem ficamos,
num abraço suado
os risos se formam nas bocas
que não se desgrudam de beijar...
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